Os jornais impressos da última terça-feira (10/07) estamparam um manifesto contra o que chamaram "classificação impositiva". O texto, que compara as normas do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça a medidas tomadas durante a Ditadura Militar, foi assinado por escritores, atores, diretores e produtores.
Segundo apurou o jornal Folha de S.Paulo, um dos maiores apoiadores do manifesto foi a TV Globo. Vários artistas que tiveram suas assinaturas impressas no manifesto disseram que foram procurados pela equipe de Luis Erlanger, porta-voz da emissora.
Coincidência ou não, o governo Lula decidiu, de última hora, "limpar" partes do texto da lei da classificação indicativa, que passará a valer nesta semana. A frase que dizia ser "terminantemente proibida" a veiculação de programas em horário diferente do indicado pelo governo, se tornará "sem efeito". As tevês não precisarão mais enviar previamente programas ao Ministério da Justiça para comprovar que seus conteúdos são compatíveis com o horário em que serão exibidos.
Fonte: Portal Imprensa

