A Federasul é contrária ao Salário Mínimo Regional, porque onera os custos de produção. De acordo com o presidente da entidade, José Paulo Dornelles Cairoli, o formato que o Estado institui, de quatro faixas que variam entre R$ 430,23 e R$ 468,28, representa um custo adicional para as empresas gaúchas, reduzindo a sua competitividade em relação à maioria dos Estados brasileiros que não adotaram o salário mínimo regional. “A conseqüência inevitável desta situação é a manutenção de taxas de desemprego mais elevadas e de maior nível de informalidade do que ocorreria sem a sua existência, especialmente naqueles segmentos que mais empregam os supostos beneficiários desta medida: microempresas, comércio e pequenos serviços”, afirma. O presidente ressalta ainda que o salário mínimo nacional tem registrado aumentos significativos, em termos reais, nos últimos anos. Ao final de 2007, ele atingiu o maior patamar dos últimos 40 anos. Assim, o peso do salário mínimo regional, caso se pretenda manter o mesmo diferencial em relação ao piso nacional, tende a onerar cada vez mais os custos de operação das empresas estabelecidas no Rio Grande do Sul. Preocupada com esta situação, a Federasul sugere a eliminação do salário mínimo regional em nosso Estado, igualando o Rio Grande a outros 23 estados brasileiros.

