O índice de roubo de veículos também diminuiu no primeiro trimestre. Uma queda de cerca de oito por cento de janeiro a março do ano passado. Na prática, 209 automóveis deixaram de ser roubados no Estado. O diretor-presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul diz que, se o combate ao furto e roubo de veículos pela Polícia Civil e Brigada Militar mantiver os resultados positivos, a tendência é que o seguro de automóveis ou fique mais barato, ou, pelo menos, não aumente. Miguel Junqueira Pereira conta que as seguradoras não podem permitir que apenas o cliente que expõe seu automóvel ao risco das ruas contrate seguro, mas também aquele chamado motorista de final de semana. De janeiro até 18 de abril, 8.733 automóveis foram furtados ou roubados no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, cidade que lidera o ranking entre os municípios gaúchos, foram 3.722 furtos ou roubos. Uma média de 34 veículos por dia. O titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, delegado Heliomar Athaydes Franco, diz que não há hora para os crimes ocorrerem e nem local específico. As avenidas Assis Brasil, Manoel Elias e Baltazar de Oliveira Garcia e os bairros Santana, Rio Branco, Cidade Baixa e Bom Fim estão entre a lista de preferências dos assaltantes. A freqüência de furto e roubo de veículos na Rua Ramiro Barcellos, em frente ao Hospital de Clínicas e ao Campus da Saúde da UFRGS, levou os estudantes e professores a promoverem uma passeata na semana passada. O diretor da Faculdade de Comunicação, Valdir Morige, conta que o local é muito escuro e que os assaltos acontecem à mão-armada. Entre as causas para a ação das quadrilhas ou de assaltantes individuais, destaca-se o consumo de drogas. O delegado Heliomar Franco diz que grande parte dos furtos e roubos são para a venda de peças dos automóveis e o posterior pagamento de dívidas com traficantes. Outro dos motivos apontados pelo delegado é o desmanche dos veículos furtados e roubados ou a venda para outros estados e até o exterior.

