CRISE DE ALIMENTOS FARÁ DO BRASIL “CELEIRO DO MUNDO”

A crise alimentícia que tem trazido preocupação ao mundo mostra-se uma boa oportunidade para o crescimento do agronegócio brasileiro. Segundo especialistas em economia agrária, o país é uma das nações mais preparadas para suprir a atual escassez de alimentos – ganhando mercados e lucros para seus agricultores no processo.

“Hoje, já somos líderes mundiais na produção de diversos produtos agrícolas, como carne bovina, suco de laranja e soja. Amanhã, o Brasil poderá ser o celeiro do mundo, a solução do problema da inflação dos alimentos”, afirma Marcos Fava Neves, professor de estratégia do curso de Administração da USP.

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que, neste ano, a safra atinja um recorde de 142,03 milhões de toneladas de grãos colhidos. Esse volume representa um crescimento de mais de 120% em apenas dez anos – a safra 1997/1998 foi de 76,558 milhões de toneladas de grãos.

Ainda assim, as perspectivas são de forte incremento da produção. O país tem cerca de 400 milhões de hectares de terras aráveis. Desse espaço, apenas cerca de 60 milhões de hectares são hoje destinados à agricultura.

Nos últimos dez anos, a área plantada no Brasil cresceu pouco menos de 35%. Nesse período, a produtividade cresceu de 2.187 quilos por hectare, na safra de 1997/1998, para uma previsão 3.026 dez anos depois – uma mostra do aumento do uso da tecnologia nas culturas.

Os especialistas entendem que a melhor perspectiva de crescimento para o agronegócio brasileiro está na substituição de pastagens pela lavoura. A área destinada a pastagens é três vezes a utilizada pela agricultura. Uma parte considerável dessas pastagens hoje se encontra em processo de degradação, por falta de manejo adequado, sem capacidade de produzir forragem suficiente para suportar uma quantidade razoável de animais.

A preocupação dos organismos internacionais, no entanto, é que esse crescimento não seja suficiente. Em 2006, puxada pela melhora das condições de vida nos países em desenvolvimento – especialmente China e Índia -, a demanda mundial dos principais grãos ultrapassou a produção. O consumo mundial de quase 722 milhões de toneladas do produto no ano superou as 689 milhões de toneladas produzidas – e reduziu os estoques globais em cerca de 27%. O fato de cerca de 30% da produção americana de milho ter sido desviada para a fabricação de etanol também teria pesado nessa conta, de acordo com os especialistas. O mundo também produziu menos soja, arroz e trigo do que foi consumido.

Para conseguir alcançar esse cenário positivo, no entanto, é preciso que o país supere uma série de barreiras. Os altos preços dos insumos agrícolas também freiam a expansão da produção. O Brasil ainda importa cerca de 80% dos fertilizantes que usa – e os preços vêm batendo recordes mês após mês. “Se aumentar muito nossa produção, pode faltar fertilizante”, adverte o professor da USP.


Rádio AGERT

Indefinições sobre os efeitos do El Niño debatidas na Federasul

O presidente da Brasoja, Antonio Sartori, foi um dos palestrantes do Tá Na Mesa, que debateu o El Niño, o Agro, As Cidades e os Governos. Ele fez um relato da sua viagem ao Peru para saber mais sobre o El Niño. 

Projeto que autoriza a subvenção dos combustíveis será enviado pelo Estado ao parlamento estadual

O deputado Frederico Antunes, líder do governo da Assembleia Legislativa, informou que o governo do Estado deve enviar nos próximos dias o projeto de lei que autoriza a subvenção dos combustíveis. Ele abordou também sua pré-candidatura ao Senado. 

PSDB confirma Cláudio Diaz como candidato a vice-governador do Estado

O presidente estadual do PSDB e presidente da Câmara Municipal de Porto Alege, Moíses Barboza, confirmou o nome de Cláudio Diaz como candidato a vice na chapa liderada por Marcelo Maranata. Partido concorrerá em federação com o Cidadania.