O preço do diesel deve subir cerca de 5% este mês, afirma o coordenador do IPC (Índice de Preço ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), Márcio Nakane.
Na primeira medição do mês, o combustível apresentou uma alta de 2,27% e na segunda quadrisemana de maio a taxa foi maior, de 3,08%. No entanto, mesmo com estas altas consideráveis, o impacto na inflação deve ser pequeno.
De acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo), o valor médio do litro do diesel atingiu R$ 2,036 no período de 1 a 16 de maio, 8,41% a mais do que o custo apurado no mês de abril, de R$ 1,878.
Entre as regiões brasileiras, o Nordeste apresentou o maior aumento no período, de 9,19% (de R$ 1,860 para R$ 2,031). Em seguida vieram Sul (8,91%, de R$ 1,897 para R$ 2,066), Sudeste (8,56%, de R$ 1,869 para R$ 2,029), Centro-Oeste (7,35%, de R$ 1,987 para R$ 2,133) e Norte (7,04%, de R$ 2,004 para R$ 2,145).
Segundo Nakane, o impacto indireto do aumento do preço do diesel na inflação é o mais importante, mas não tem como ser medido. Um exemplo disso é a alta do frete de diversos produtos, como os alimentos.
No caso do preço da gasolina, a Fipe apurou um pequeno incremento de 0,12% na primeira semana de maio e de 0,15% na segunda. Para o mês, a previsão é de 1%. O álcool, por sua vez, está com taxas de 0,50%, 0,61% e 0,60%, respectivamente.
Por fim, considerando o grupo transportes como um todo, o coordenador do IPC aposta em uma variação de 0,26% este mês. Nas duas primeiras semanas, o indicador marcou 0,23% e 0,24%.

