RESTRIÇÃO PARA ANÚNCIO DE REMÉDIO DEVE AUMENTAR

Depois de três anos de discussão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deverá concluir até outubro uma resolução que amplia as restrições da propaganda de medicamentos no país. Pela proposta em estudo, os atores principais de cada peça publicitária terão que alertar devidamente os consumidores sobre os riscos inerentes ao remédio anunciado, mesmo aqueles vendidos sem receita médica. Hoje, a advertência é feita, em geral, por locutores anônimos. Os avisos deverão ainda seguir dois modelos pré-estabelecidos, de acordo com o perigo das substâncias de cada remédio.

— O medicamento não é um produto qualquer. O consumo de um medicamento sempre implica risco. Então, é importante que isso fique bem claro para a população — afirma Maria José Delgado, gerente de Propaganda e Marketing da Anvisa.

No início dos estudos, técnicos do Ministério da Saúde e da Anvisa queriam proibir que pessoas famosas, como atores e jogadores de futebol, fizessem propaganda de remédio. Eles alegaram que celebridades poderiam incentivar o consumo desenfreado de remédios. Os próprios técnicos reconheceram, porém, as dificuldades legais de se proibir a participação de determinadas categorias sociais em anúncios publicitários.

Fonte: Jailton de Carvalho


Rádio AGERT

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