A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário de 22 suspeitos de integrar grupo que assaltava com motocicletas correntistas na saída de agências bancárias da Capital. Conforme o delegado Juliano Ferreira, da Delegacia de Roubos, a intenção é avaliar a movimentação financeira dos suspeitos e também verificar quais as contas eram usadas pelo bando, que usava olheiros em filas de caixa:
— Integrantes do bando iam para a fila e depositavam R$ 10, R$ 20. Vamos cruzar essas movimentações nas contas com imagens das agências, reunindo provas contra os suspeitos — explica ele.
Na quinta-feira, o delegado deve pedir a prisão preventiva de 19 dos 22 suspeitos presos temporariamente. Segundo ele, o inquérito deve ser remetido para a Justiça na primeira semana de outubro.
Desde que os suspeitos foram presos na semana passada, durante a Operação Caravaggio, mais de 20 possíveis vítimas procuraram a polícia.
— Há suspeita que eles possam ter agido em outras cidades da região Metropolitana. Estamos apurando — argumenta o delegado.
O nome da operação, Caravaggio, tem relação com Nossa Senhora de Caravaggio, padroeira dos motociclistas. A moto era o veículo mais utilizado pela quadrilha.

