FARMÁCIA DE PORTO ALEGRE É AUTUADA POR VENDER FALSO REMÉDIO QUE DRIBLARIA O BAFÔMETRO

O Conselho Regional de Farmácia do RS autuou na manhã de ontem (1º) um estabelecimento farmacêutico em Porto Alegre por propaganda enganosa. A Farmácia Central, localizada na Rua José de Alencar nº 314, prometia, por meio de um cartaz, que um remédio comercializado pelo estabelecimento poderia driblar o teste do bafômetro.

No cartaz, a farmácia orientava os clientes a usarem o medicamento caso fossem beber e dirigir. Segundo a informação do cartaz, o motorista não teria problemas no momento do teste do bafômetro, pois o medicamento seria capaz de mascarar os efeitos do álcool. As informações são do saite ClicRbs. Foi omitido o nome do medicamento para não estimular o uso incorreto da substância.

O medicamento, que entrou no mercado no mês de agosto, é destinado para pacientes de alcoolismo crônico.

O repórter Mauro Saraiva Júnior, da Rádio Gaúcha, entrou em contato com a farmácia e pediu informações sobre o remédio. Segundo o atendente, 30 minutos após ingerir o medicamento, os efeitos da bebida desaparecem. "O objetivo desse remédio é metabolizar o álcool rapidamente. No saite que eu pesquisei diz que cerca de 30 minutos depois de o camarada tomar o remédio, não tem mais o álcool no sangue. Eu já bebi e tomei o remédio no final de semana e não senti aquela sensação de tontura" - afirmou o funcionário da farmácia.

O universitário Rodinei Matos, voluntário da Fundação Tiago de Moraes Gonzaga, orientado por médicos, aceitou se submeter a um teste para verificar a eficácia do remédio diante do bafômetro. Depois de beber quatro latas de cerveja, ele ingeriu o remédio. Após 30 minutos, o bafômetro apontou 0,27 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões. Ou seja, se estivesse dirigindo, estaria cometendo uma infração.

A direção do Conselho Regional de Farmácia foi até o estabelecimento e formalizou a autuação. "A farmácia foi notificada por propaganda enganosa ao consumidor. A farmacêutica, que estava no local, foi conivente e pode pegar de três meses a um ano e meio de suspensão" — afirmou o gerente de Fiscalização do conselho, Luciano Adib.

CONTRAPONTO

Antônio Francisco Fonseca, um dos proprietários da farmácia, admitiu a fraude, afirmou que trata-se de um caso grave e disse que irá tomar todas as medidas para punir os responsáveis. Ele ainda garantiu que não tinha visto o cartaz.


Rádio AGERT

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