O bom desempenho da NET Serviços no terceiro trimestre do ano – que a colocou na terceira posição na oferta de banda larga, desbancando a Oi, - já fez com que a empresa aumentasse também suas projeções de Capex para 2008. Os investimentos, que estavam previstos para R$ 700 milhões, chegarão a R$ 1 bilhão, conforme informou hoje o presidente da empresa, José Félix. E, segundo o executivo, são investimentos que não dependem do comportamento da economia do próximo ano, pois eles se referem a vendas já realizadas.
Durante a conferência com os jornalistas, Félix explicou que a parceria com a Embratel, na oferta do serviços de voz, será ampliada para as pequenas e médias empresas que estiverem cobertas pela rede de cabo da empresa.
A empresa aguarda ainda a aprovação da Anatel (a última documentação solicitada foi enviada em agosto) para promover a reestruturação societária, de maneira a incorporar as 80 operadoras sob a holding. Com essa reestruturação, a NET pretende obter créditos fiscais referentes a R$ 891 milhões de prejuízos registrados no passado.
Satisfeito com os resultados (o prejuízo registrado de R$ 64 milhões foi contábil, devido à valorização do dólar), Félix ressaltou que a NET conquistou 4% da base de telefonia fixa (com seus 1,53 milhão de clientes), e acredita que a empresa continuará crescendo independentemente da situação econômica do país.
Segundo ele, a mudança do Plano Geral de Outorgas (PGO), aprovada na semana passada pela Anatel, que permitirá a fusão da Oi com a BrT, não muda a estratégia da empresa, acostumada a competir com as incumbents de telefonia. “O monopólio no serviço de voz local continua. E a NET é a única empresa que o ataca”, afirmou Félix, assinalando que a operadora está presente em apenas 79 cidades, enquanto as concessionárias de telefonia fixa atuam nos 5.500 municípios brasileiros.

