Governo atendeu apelo da sociedade, diz Severino

O presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) afirmou que a decisão do governo de derrubar a Medida Provisória 232 atende aos apelos da sociedade. "Quem tem idéia fixa é doido e o governo atendeu às ponderações da sociedade. Se não tivesse atendido, seria doido", afirmou Severino, depois de participar de ato da Frente Brasileira contra a MP 232 no Auditório Nereu Ramos, da Câmara. Em discurso para uma platéia de empresários, Severino observou que existe um movimento organizado contra a MP e lembrou que, com a rejeição da medida, o governo irá enviar ao Congresso projeto de lei com a correção da tabela do Imposto de Renda.

Severino aproveitou o discurso para rebater críticas que vem recebendo. Ao lado do presidente da Associação Comercial se São Paulo, Guilherme Afif Domingos, Severino fez um apelo: "Afif, só quero que você me ajude. Tenho levado muito cacete. Tenho história para contar. Diziam que iam pedir o meu impeachment, mas hoje eu fui unanimidade na reunião dos líderes. Todas as críticas que quiserem fazer, façam, que o Severino agüenta."

O presidente da Câmara afirmou ainda que não aceita que os deputados sejam criticados. "Eles (a imprensa) deturpam as coisas. Os deputados não têm nada a oferecer além do trabalho", disse Severino, antes de deixar o auditório, para participar de almoço na Confederação Nacional da Indústria (CNI).


Projeto de lei terá prioridade
Já na CNI, para a cerimônia de divulgação da Agenda Legislativa da Indústria, Severino disse que dará prioridade ao projeto de lei que vai substituir a Medida Provisória 232. "Prioridade número 1, não tenha dúvida", respondeu.

Ele também comentou a votação da reforma tributária, dizendo que os líderes partidários ficaram de tomar uma decisão. "Não podemos votar uma reforma tributária que diz respeito a toda sociedade, sem haver uma harmonia. É necessário harmonia e ver o interesse de todos os Estados", afirmou.


MP 232 era um
expresso desgovernado, diz Renan
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também presente na CNI, disse que o Congresso Nacional terá responsabilidade necessária para manter o equilíbrio fiscal, sem punir setores importantes da economia, ao discutir o projeto de lei que vai substituir a Medida Provisória 232. Segundo ele, a MP era um "expresso desgovernado" e por isso defendia sua retirada pelo governo, para que fosse ampliado o espaço de negociação.








Informação: Estadão


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