A rejeição da Medida Provisória 232 na Câmara dos Deputados agradou entidades empresariais do Estado. Para o vice-presidente da Federasul, José Paulo Cairoli, mesmo com a derrota do governo, a mobilização dos empresários e da sociedade sobre o Congresso deve continuar. "A MP 232 foi um "achaque" e vamos trabalhar contra qualquer ação que signifique aumento de impostos", disse. Cairoli defendeu que os governos trabalhem com a redução dos gastos públicos e não com o aumento de arrecadação. "O Congresso funciona sob pressão. A sociedade precisa se movimentar e mostrar que não está de acordo com aumentos de impostos", apontou.
O diretor da Fiergs, Torvaldo Marzolla Filho, prevê um "efeito tsunami" nos próximos dias. "Temo que o projeto volte com mais força e intensidade", frisou. Ele voltou a atacar a pesada carga tributária do país e disse que não há mais espaço para novos aumentos. Para ele, "a reação deve continuar de qualquer forma".
O prefeito da Capital, José Fogaça, se mostrou satisfeito com a queda do projeto, já que a economia da cidade se baseia principalmente no setor de serviços. "Com a elevação de impostos vem junto o aumento da sonegação." Citou ainda o risco ao crescimento do setor produtivo.
Informação: Correio do Povo


