Ainda bem que os chineses não se dão conta....

No dia 17 de março, a AGERT deu um passo importante em sua história recente, ao apresentar à sociedade a edição do Balanço Social da radiodifusão no Rio Grande do Sul, alusivo ao ano de 2004. No trabalho, o setor de comunicação do Estado logrou apurar, em valores, parte importante do relacionamento ativo que mantém com a sociedade. Foi ainda o primeiro passo para que se passe a construir balanços setoriais nas milhares de entidades representativas dos diferentes setores da economia e da sociedade brasileira.

Embora ainda recente, a tradição de editar balanços anuais sobre os benefícios gerados voluntária e facultativamente por parte das empresas, vem se alargando no Brasil. Cada vez mais os empresários se sentem motivados a prestar contas e comunicar o que fazem e como fazem ao apoiar ações e projetos de interesse público.

O gesto da AGERT testemunha outras singularidades que devem ser refletidas por nós. São infreqüêntes, por exemplo, momentos em que a apresentação de um documento desperta tanto interesse por parte dos veículos de comunicação e a ele acorrem destacados profissionais da imprensa. Foi um ato exuberante de exposição da entidade, sua história, valores e consolidação de um estágio avançado de maturidade institucional.

O ato, na sede da AGERT, foi antecedido por solene entrega de exemplares do Balanço na Capital Federal, para a Presidência da Câmara dos Deputados e para o Executivo Federal, por intermédio do Secretário Nacional de Comunicação, Luis Gushiken.

A AGERT foi competente ao contabilizar seus ativos e demonstrar as potencialidades de impacto de uma rede formada por 282 grupos de comunicação. Ao dar expressão quantitativa aos espaços doados pelos veículos, antes de envaidecer-se, a entidade entregou o controle social dos desempenhos ao conjunto da sociedade. Divulgar obras feitas compromete os autores perante o público a persistirem no compromisso e a qualificar o desempenho, fazendo-se sempre mais e melhor pelas comunidades no seu entorno.

Sobre a atividade da comunicação, já sabíamos que os veículos interpelam os ouvintes e telespectadores, fazendo baixar, simbolicamente, a noção de pertencimento a uma grande comunidade, ligando aqueles que estão dispersos, tornando-os participantes de uma mesma mensagem. O ganho estratégico do Balanço Social da AGERT é dar expressão numérica a este fenômeno da radiodifusão, que tece como um forro unificador do tecido social, congregando o público ouvinte numa mesma comunidade de interesses, significados e ações.

As dimensões numéricas que este fenômeno da comunicação pode assumir no Rio Grande do Sul estão indicadas no Balanço 2004 e denominamos capital social da radiodifusão. Ativos que, na realidade, a AGERT não detém, mas, ao reunir-se por seu intermédio, pertencem a ela e a toda a sociedade.

Diz-se dos chineses, que de tão numerosos, se saltassem todos ao mesmo tempo do chão, o globo terrestre teria um deslocamento no espaço. Penso que, se o conjunto dos associados AGERT tivessem consciência do potencial de mobilização que reúnem, seriam capazes de equacionar muitos dos problemas do Rio Grande.

O Balanço da Comunicação gaúcha apenas começou. Esta foi sua primeira edição.


Rádio AGERT

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