Japão desligará TV analógica em 2011

No seminário SET e Trinta desta terça-feira, 19, em Las Vegas, o diretor de tecnologia de broadcast do Ministério do Interior e Comunicações do Japão, Hiroshi Asami, fez um quadro da implantação da TV digital terrestre no país. O Japão tem ao todo 48 milhões de domicílios, servidos por três a nove emissoras abertas por região, incluindo dois canais públicos (NHK), divididos em cinco grandes redes e algunmas emissoras independentes.
No Japão, a transição digital começou em 2003, e segue um cronograma detalhado de implantação por áreas, que deve culminar com a transição total no final de 2011. A cobertura prevista da TV digital terrestre, partindo de 18 milhões de lares cobertos em 2004, é de 27 milhões de lares no final de 2005 (57% do total) e 37 milhões de lares em 2006 (79% do total). Segundo Asami, a média do tempo de transmissão em HDTV é acima de 50% do tempo total de transmissão para a maioria das emissoras digitais, e todos os broadcaters já produzem alguma programação em alta definição (a NHK, diz, produz 90% de seus programas em HD. As redes comerciais, cerca de 60%).
Como demonstração de que a alta definição não é apenas para grandes grupos e grandes orçamentos, Asami deu o exemplo da KNB, emissora regional que cobre uma área com apenas 1,1 milhão de habitantes, com faturamento anual de US$ 60 milhões. A emissora produz 95% de sua programação local em high definition, cerca de 14,5 horas semanais.

Sem analógico
Segundo Asami, a estratégia japonesa para promover a TV digital baseia-se de um lado na obrigatoriedade do fim das transmissões analógicas em 2011, com a realocação das bandas para serviços de comunicação móvel, e por outro lado em uma colaboração entre governo, emissoras e indústria para facilitar a disponibilidade dos equipamentos de recepção e de programação digital. Com isso, o Japão já tem uma penetração de receptores digitais da ordem de 2,43 milhões de aparelhos, entre set-top boxes e receptores integrados com display. O preço dos receptores oscila entre US$ 1 mil e US$ 2 mil para telas CRT de 24” a 35” e US$ 2 mil a US$ 5 mil para telas LCD de 25” a 40”.
A preferência dos consumidores, diz Asami, tem recaído sobre os displays acima de 30”, com tela plana (e não CRT), com suporte a HDTV e recepção de informações digitais (datacasting).
Asami mencionou ainda os serviços de vídeo móveis, que devem ser lançados no início de 2006. Os fabricantes, conta, estão trabalhando nos protótipos dos receptores, que devem usar a compressão MPEG4 AVC (H.264). Não haverá necessidade de uma licença adicional, no caso de transmissões simultâneas.






Informação: AESP/ Tela Viva News


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