Sempre imaginamos que na mudança de líderes, sejam eles
políticos, religiosos, intelectuais, ou de qualquer outra natureza,
nós, comuns mortais, sob sua influência, teríamos a nossa vida
influenciada de tal maneira por essa mudança que projetos novos
poderiam ser concretizados, e o que é melhor, o sentimento revigorado
da esperança de tempos melhores para todos nós viriam
irremediavelmente acompanhando essa mudança de liderança.
Pois bem, o mundo globalizado ficou pequeno para refletir
sobre a mudança que a troca de um Papa em Roma poderia ter na
vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Sejam eles, católicos
praticantes, agnósticos, adeptos de outras religiões ou ateu.
Este fenômeno aconteceu nessa dimensão planetária porque
vivemos tempos turbulentos, e sob o impacto da comunicação de
massa via satélite.
A comunicação instantânea, tecnicamente perfeita, através
dos meios eletrônicos - rádio e televisão - deram neste episódio da
escolha do Papa um exemplo do poder mobilizador de nossos meios.
E mais, demostraram a sua capacidade de fazer o mundo civilizado
refletir e dialogar sobre o papel e os limites do líder na vida
das pessoas.
Grandes temas foram debatidos nestes dias: o futuro da ciência
e a ética no uso das células-tronco sob a ótica do novo Papa, a
questão do aborto, o papel social e religioso da mulher no mundo,
a complexa situação da homosexualidade e até, o sexo seguro ou
não entre os mortais. E ainda, o prazer sexual, monitorado ou não,
pelas regras da religião.
Estamos em pleno Século XXI e esta agenda apresentada à civilização
humana via satélite em dimensão planetária pelos meios
de comunicação, principalmente, rádio e televisão, pela sua característica
única de permeabilidade e instantaneidade, merecem
uma profunda reflexão de todos. Sejamos católicos ou não.


