O diretor-administrativo da TV Comunitária do Distrito Federal, Paulo Miranda, sugeriu aos parlamentares da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática a criação de um fundo para manutenção das TVs comunitárias, a exemplo dos existentes no Canadá e nos Estados Unidos. Segundo ele, o dinheiro para financiar essa rede de emissoras poderia vir do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou de uma taxa sobre as assinaturas de TV a cabo.
Paulo Miranda explica que a intenção das emissoras é "definir uma política de mídia comunitária para o País".
Expansão
O diretor afirmou que, por uma incoerência da legislação, os canais comunitários foram incluídos apenas na TV a cabo, que atinge as camadas sociais mais abastadas. Ele advertiu que, para fomentar a democratização da comunicação, é necessário levar os canais comunitários para a TV aberta.
Um dos objetivos das emissoras, segundo Miranda, é formar uma rede de TVs públicas que incluiria as emissoras educativas, universitárias e estatais, como a TV Nacional, a TV Câmara, a TV Justiça e a TV Senado.
Paulo Miranda estima que essa rede poderia empregar 200 mil pessoas e daria vazão à produção cinematográfica do País que não encontra espaço na mídia comercial.
O diretor da TV Comunitária do DF participa de audiência pública sobre a situação das TVs comunitárias brasileiras, promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia, no plenário 13.
Informação: Sulrádio/ Agência Câmara


