Responsabilidade social ganha força e poderá chegar às telas da tevê

Um programa de televisão voltado para negócios e investimentos, inspirado no que é hoje a Bloomberg News, do qual participem apenas empresas e pessoas comprometidas com o desenvolvimento sustentável e práticas de responsabilidade social, exemplos bem-sucedidos de quem conseguiu crescer e gerar lucro respeitando as pessoas e o meio ambiente.
Realidade nos Estados Unidos desde março passado, o "Ethical Marketplace" - criado pela economista inglesa naturalizada norte-americana Hazel Henderson, mundialmente conhecida por suas ações em defesa de práticas socialmente responsáveis - poderá chegar às telas brasileiras já no segundo semestre deste ano. Pelo menos é o que espera Hazel, que esteve no Brasil semana passada para licenciar sua marca, e a publicitária Christina Carvalho Pinto, presidente da Full Jazz Comunicação, que será a responsável pelo "Mercado Ético" brasileiro, o primeiro programa a ser licenciamento por Hazel fora dos Estados Unidos. "Estamos agora nos arranjos finais."
Segundo Christina, há quatro redes interessadas, duas abertas e duas de TV paga. "Nossa preferência é uma TV aberta, porque este programa não é só para líderes de opinião, mas a idéia é inspirar indivíduos, organizações não-governamentais, governos, e mostrar o quanto se pode fazer e o que já está sendo feito no Brasil e no mundo."
Hazel informa que já conversou sobre o programa com o presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Raimundo Magliano, e citou a iniciativa da Bolsa, que estuda a criação do índice de empresas socialmente responsáveis, como um exemplo de conteúdo para o programa. "Essa é o tipo de ação local de importância mundial."
De acordo com a presidente da Full Jazz, as redes estão se mostrando muito interessadas na proposta. "A mídia está ansiosa por novos projetos, novas idéias, e a Hazel não traz só uma idéia, mas programas que já foram ao ar nos EUA e provaram que dão certo. Hoje seu programa chega a mais de 100 milhões de pessoas nos EUA, em 40 milhões de domicílios."
A idéia original de Hazel e Christina é uma produção independente, o que sairia entre R$ 200 a 300 mil por mês para a realização de 24 entrevistas, dentro e fora do estúdio. A periodicidade, semanal ou diária, vai depender do acordo com a emissora. "Há no entanto uma rede que está interessada em produzir ou pelo menos co-produzir o programa, o que vai significar uma redução considerável dos custos".
Diante de tal possibilidade, no entanto, Hazel faz questão de frisar que a base do licenciamento são justamente os critérios rígidos de seleção das empresas participantes do programa, sejam como convidadas ou anunciantes. "Nós vamos providenciar os critérios básicos de auditoria para a companhias multinacionais e a Christina poderá usar o Instituto Ethos para checar as empresas brasileiras. Todos os anunciantes terão de ser exemplos de empresas socialmente responsáveis."
Christina concorda: "É um programa sobre ética, sobre o poder das visões éticas para transformar o planeta. Nesse contexto, não podemos ter qualquer anunciante."

Nos EUA, US$ 1 milhão
Segundo Hazel, até agora foram investidos US$ 1 milhão na primeira temporada do programa nos EUA, de 13 programas. A próxima deverá receber cerca de US$ 1,5 milhão. "Não temos dívidas e vamos agora para nossa segunda temporada e para o segundo round de investimentos, todos privados. É cada vez maior o número de empresas que querem participar como anunciantes ou patrocinadores, todo mundo quer fazer isso para se posicionar no mercado, por isso que temos de ser cuidadosos. O Brasil é o primeiro País a fazer um contrato de licença. O próximo será Austrália e há conversações na Nova Zelândia, Reino Unido, Canadá, Japão e China, informa Hazel.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 6)(Sandra Nascimento)







Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil Comunicação




Rádio AGERT

Preços Recebidos pelos Produtores Rurais cresceram 7,54% em setembro

A economista Danielle Guimarães, da Assessoria Econômica da Farsul, informou que apesar do forte crescimento ainda não ocorreu a recuperação dos preços pagos aos produtores rurais nos últimos períodos.

Tributarista explica como vai funcionar a Reforma Tributária para o varejo

O Doutor em Direito Tributário Eduardo Plastina detalhou no Café com Lojistas do Sindilojas Porto Alegre, os efeitos da Reforma Tributária para o varejo. Ele acredita que o efeito na carga tributária será neutro para o setor. 

Cientista político analisa o resultado da eleição presidencial em segundo turno

O Cientista Político da Arko Advice Pesquisas, Carlos Borenstein, explicou os motivos da virada do presidente Lula no segundo turno da eleição presidencial. Também falou dos erros da campanha de Flávio Bolsonaro.