Evento estréia no próximo fim de semana com duas novas categorias: Titanium e Radio. O Brasil conseguiu aumentar, em relação ao ano passado, a presença de publicitários do País que estarão na bancada do júri do 52 Festival Internacional de Publicidade de Cannes (19 a 25), ajudando a decidir quais peças serão merecedoras da estatueta do leão. De acordo com Jackson Fullen, diretor do jornal O Estado de S.Paulo, representante do evento no Brasil, para 2005 foi indicado um número maior de publicitários, comparando com 2004. "Indicamos os nomes e depois começa uma negociação, porque não é possível ter dois profissionais da mesma rede julgando uma categoria", esclarece o executivo.
Ainda segundo Fullen, apesar de ser difícil apontar previsões para o Festival de Cannes, que este ano tem a agência Africa como patrocinador, o que nota-se é que existe uma expectativa otimista para que o Brasil consiga bons resultados no evento. Do País foram inscritas 2.198 peças, um salto de 11% comparando com o ano passado. O Brasil ocupa o terceiro lugar em número de inscrições, atrás de Estados Unidos e Alemanha e na frente de Inglaterra e Espanha, contando os cinco primeiros colocados. Segundo Fullen, somente o número de inscrições no total, contando todos os países, é recorde: 22.101, 18% a mais que em 2004. Do Brasil, não.
Duas novas categorias estréiam no evento deste ano: Titanium e Radio. Na primeira, o Brasil tem entre os jurados o publicitário Nizan Guanaes (presidente da Africa). Trata-se de uma nova oportunidade para valorizar as ações de marketing integrado. As peças que são inscritas precisam ter utilizado no mínimo três diferentes mídias. O Brasil concorre com quatro trabalhos, sendo um deles o da Natura, feito pela W/Brasil.
Outra grande novidade, que acompanha uma tendência de destaque no Brasil, é a presença do rádio como categoria a ser julgada. O País concorre com 63 peças. Descontando estas duas novas categorias, que não estavam no festival até o ano passado, o salto do número de inscrições brasileiras foi de mais de 7%. Já o festival como um todo, tirando Titanium e Radio, o crescimento foi de 12%.
"Por tudo o que vi até agora o Brasil deve manter-se entre os cinco países mais premiados", diz Átila Francucci, VP de criação da JWT e jurado na categoria Films, a coqueluche do festival. "Mesmo os países desenvolvidos esbanjando tecnologia, muitas vezes o pequeno detalhe, de idéias simples, é o que mais surpreende", considera a VP de mídia da Publicis Salles Norton, Maria Lucia Cucci, jurada na categoria Media Lions.
Um dos segmentos que esbanja disposição para apresentar bons trabalhos e ganhar prêmios é o de marketing direto. É o que diz Sidney Ribeiro, da agência Fábrica Comunicação Dirigida, este ano um dos membros do júri de Direct. "A referência é a boa idéia. No marketing direto é preciso considerar ainda criatividade na utilização das mídias e os resultados que o anunciante obteve", adianta o criativo.
Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil Comunicação


