O coordenador do grupo gestor do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTV), órgão do governo responsável pela implantação do novo modelo de televisão no País, Augusto Gadelha, defendeu na sexta-feira que o Brasil tem capacidade de desenvolver sua própria tecnologia. Segundo ele, existem hoje 22 projetos em estudo - que reúnem 76 universidades e 34 empresas - que vão consumir R$ 65 milhões até fevereiro de 2006, quando o Ministério das Comunicações vai anunciar as regras da implantação do sistema digital no País. "Queremos avaliar as tecnologias já existentes (a japonesa ISDB, a européia DVB-T e a americana ATSC) e contribuir com sugestões, de modo a criar um modelo próprio que atenda a nossas necessidades. Temos capacidade de nos tornarmos um ator importante nesse mercado e não simplesmente absorver padrões alheios", disse Gadelha, durante o Simpósio Internacional de TV Digital, no Rio de Janeiro.
Para o coordenador do SBTV, o Brasil pode tirar vantagem do atraso na implantação da televisão digital - que há sete anos foi introduzida na Inglaterra -, uma vez que pode utilizar tecnologias que surgiram apenas recentemente. Já o diretor da Central Globo de Engenharia, Fernando Bittencourt, acredita que o País não deve retardar mais o início das transmissões digitais. Para ele, o telespectador vai ganhar em qualidade e as emissoras, conseqüentemente, em audiência. De acordo com Bittencourt e com o presidente do IETV (Instituto de Estudos de Televisão), responsável pelo seminário, Nelson Hoineff, até o fim do próximo ano começarão as transmissões digitais no País. As televisões analógicas, no entanto, só deverão desaparecer totalmente dentro de 10 anos.
Informação: Coletiva.net


