Versatilidade do setor de telecomunicações

A indústria brasileira de telecomunicações vem sendo provada no quesito versatilidade. Em franca expansão, com projeção de atingir 81 milhões de linhas até o final do ano, a telefonia móvel força a rápida adaptação da indústria nacional de telecomunicações. O número de telefones celulares aumentou 3,5% entre março e abril deste ano, quase atingindo a casa dos 71 milhões de linhas.

Fabricantes nacionais, isto é, aqueles que ainda resistem - porque são bons - à invasão de produtos "made in China", desovados no País quase sempre sem garantia e com preços que beiram à concorrência predatória, estão reposicionando seus produtos para atender às novas exigências do mercado.

O foco, que antes estava centrado nos modems de banda larga, teve de ser redirecionado para os roteadores wireless (sem fio) com tecnologia GSM/GPRS. O objetivo é atender aos serviços de dados oferecidos pelas operadoras de telefonia móvel GSM, podendo compartilhar informações entre os diversos usuários da rede, provendo operações permanentemente "conectadas" e velocidade compatível.

Apesar de o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) José Leite Pereira Filho ter afirmado que a internet só vai começar a influenciar o mercado de telefonia de longa distância quando os usuários atingirem um terço do total de telefones fixos instalados, ou seja, algo em torno dos 15 milhões de usuários, o serviço de Voz sobre Internet (VoIP) já começa a ameaçar a principal receita das operadoras, forçando-as a buscar alternativas.

O constante embate entre as operadoras móveis para captar novos clientes, seja por meio de promoções especiais ou de agressivo serviço de telemarketing, tentando convencer os usuários a migrar de prestadora de serviço, tem feito com que elas estreitem cada vez mais suas margens de lucro. Aliás, margens que estão cada vez mais estreitas devido ao grande número de players existentes.

Nesse cenário, as operadoras celulares têm buscado novas formas de receita, visando o aumento de seus índices de ARPU (receita média por usuário), investindo na diversificação e ampliação de produtos e serviços. Já os fabricantes nacionais esforçam-se para atender a esta demanda por novas tecnologias wireless (sem fio), com aplicações de PDV (ponto de venda) com cartão de crédito, contingência discada de links de baixa velocidade e terminais de auto-atendimento dos bancos 24 horas - antes atendidos por modems analógicos e que agora podem ser atendidos diretamente por equipamentos conhecidos como roteadores GPRS.






Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil


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