O governo americano fechou ontem uma operação, que teve a colaboração de mais dez países, contra organizações que promoviam pirataria na internet. Elas são responsáveis por prejuízos de pelo menos US$ 50 milhões devido à venda de cópias não autorizadas de filmes e programas de computador.
A operação, que contou com agentes do FBI (a Polícia Federal americana) e investigadores dos outros países, começou na quarta-feira. Foram presas quatro pessoas, confiscadas centenas de computadores e fechados oito servidores usados na distribuição das cópias piratas.
— O Departamento de Justiça está mirando no topo da cadeia de fornecimento da pirataria: uma vasta cadeia de distribuição que fornece a grande maioria do conteúdo digital ilegal disponível hoje na internet — disse o procurador-geral dos EUA, Alberto Gonzales.
Chamada Operação Site Down (algo como “abaixo o site”), a ação teve a participação de agentes do FBI infiltrados em três estados americanos e a ajuda de autoridades de Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Holanda, Israel, Portugal e Grã-Bretanha.
Os quatro americanos presos — Chirayu Patel, David Fish, Nate Lovell e William Veyna — são acusados de violar leis federais de proteção de direito autoral. Todos são supostos membros de grupos “warez”, um tipo de organização secreta da internet que negocia itens piratas.
Os membros de grupos “warez” só conversam em salas de chat criptografadas, seus servidores precisam de senhas e ficam em vários países. O FBI usou seus próprios servidores para atrair membros de grupos “warez”, disse a procuradoria.
Acredita-se que esses grupos tenham distribuído cópias piratas de “Star Wars: A vingança dos Sith” e “Sr. e Sra. Smith”, entre outros.
Informação: Aesp/ O Globo Economia


