Indicado pela bancada do PMDB no Senado, Costa chegou a ser cotado para assumir o ministério da Previdência, no lugar de Romero Jucá, mas deixou claro ao partido e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não aceitaria o cargo, alegando que a recuperação da Previdência Social demandaria um trabalho técnico de cinco ou seis anos e que preferia atuar em uma área com a qual tivesse afinidade.
Natural de Barbacena (MG), o senador é jornalista, e ficou conhecido por sua atuação como repórter da Rede Globo. Ele iniciou sua carreira política motivado pela Constituinte, tendo sido eleito deputado federal em 1986 e depois em 1998. Entre os dois mandatos na Câmara, ele candidatou-se duas vezes ao governo do Estado de Minas, sem sucesso, e chegou ao Senado nas últimas eleições.
Como senador, foi vice-líder do governo e vice-líder do PMDB. Ele presidiu Comissão de Educação, e atuou nas comissões de Relações Exteriores e da subcomissão de Comunicação Social.
Costa chegou ao governo dentro da reforma ministerial promovida por Lula na tentativa de reforçar a base aliada e superar a crise política para tocar o governo até o final de 2006.
Em 2003, o senador chegou a ser cogitado para assumir o ministério em substituição ao então ministro Miro Teixeira, mas encontrou resistências no partido, já que era ligado ao ex-presidente Itamar Franco e não integrava o grupo político sob influência do senador José Sarney.
Eunício
Deputado em segundo mandato, o ex-ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, avaliou que a sua permanência no governo e a conseqüente desistência das eleições de 2006 interromperia sua carreira política.
Ele chegou a ser sondado pelo presidente para permanecer no cargo na reforma, mas avaliou a provável ausência de lideranças importantes do Estado, como o ministro Ciro Gomes, na disputa eleitoral como uma oportunidade única para a sua candidatura ao governo. Aliados do ex-ministro consideram que, na pior das hipóteses, ele já estaria no segundo turno.
Informação: ARI/ Folha Online


