Costa recupera projetos que estavam na Casa Civil

A TV Digital, o PC Conectado e o Programa da Inclusão Digital de volta ao Minicom. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que pretende reivindicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a retomada da coordenação de projetos interministeriais idealizados no ministério das Comunicações e que estão sob a responsabilidade da Casa Civil, entre os quais o PC Conectado, a TV Digital e o Programa Brasileiro de Inclusão Digital.
A reunião que o ministro pretende fazer com as operadoras de telefonia fixa para tratar da assinatura básica - Hélio Costa demonstrou ser a favor do fim ou ao menos da redução da mensalidade como existe hoje - foi adiada para a semana que vem em função de o secretário de telecomunicações do ministério, Mauro de Oliveira, ter sido solicitado a permanecer no exterior até o fim de semana. Oliveira participa das cerimônias do Ano do Brasil na França, tem encontros marcados com representantes da Comissão Européia e votará nas eleições para a secretaria-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT).
Para a próxima semana, conforme promessa do ministro Costa, será iniciada a articulação de encontro hemisferial para daqui a dois meses para discutir o padrão de TV Digital, com a participação dos ministros de comunicações de países da América Latina, Estados Unidos e Canadá.
Segundo Costa, a iniciativa brasileira é importante porque o padrão de TV Digital adotado pelo País pode influenciar as nações vizinhas. "Ao decidir, o Brasil pode marcar a decisão da América Latina", ponderou.

De acordo com Costa, foi confirmada a presença no encontro de representantes americanos do setor. Serão convidados, segundo o ministro, os defensores dos outros dois padrões de TV Digital - o japonês e o europeu. Além disso, o ministro pretende convidar a Comissão de Comunicações da Câmara dos Deputados e a Comissão de Educação do Senado, para garantir a participação nas discussões do Congresso Nacional.

Cai o novo padrão
Sobre a criação de um padrão nacional, o ministro Hélio Costa foi contra: "o País é tecnicamente capaz de criar um modelo, mas os custos de desenvolvimento são muito elevados", advertiu.
Costa citou como exemplo os modelos americano e japonês, que demandaram investimentos de US$ 2,8 bilhões e US$ 3 bilhões, respectivamente. As pesquisas em curso patrocinadas pelo governo federal receberam aportes de R$ 80 milhões. "Não temos condições de fazer um padrão de TV Digital. Seria reinventar a roda."

De acordo com Costa, houve equívoco quanto ao objetivo das pesquisas sobre TV Digital que começaram a ser feitas no País. O objetivo do estudo, disse Costa, é criar um modelo para o Brasil que opere sobre um padrão existente - norte-americano, japonês ou europeu - e não desenvolver um padrão nacional próprio. Temos um projeto de TV Digital, segundo ele, que na realidade trata a questão da transição da tecnologia analógica para a digital.






Informação: Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1- Fernando Exman




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