Deputado critica pleito por redução de tempo da campanha do referendo em rádio e tevê

Em entrevista à Agência Senado, nesta quinta-feira (18), o presidente da Frente Parlamentar pelo Direito à Legítima Defesa, deputado Alberto Fraga (PFL-DF), colocou sob suspeição a iniciativa de representantes de emissoras de rádio e televisão de pedir a redução do tempo, nesses veículos, de propaganda referente à campanha sobre o referendo do desarmamento.

A campanha informará a população sobre a consulta prevista para 23 de outubro, quando os cidadãos dirão se desejam ou não proibir o comércio de armas de fogo e munição no país.

Para o deputado, o pleito das emissoras, que consideram excessivo o tempo de 20 minutos diários de propaganda, pode estar associado a uma "articulação" no sentido de restringir o acesso da população aos argumentos que legitimam o direito de qualquer cidadão de possuir uma arma, como instrumento de defesa pessoal.

- Se a sociedade for bem informada, vai mudar de opinião rapidamente - disse Alberto Fraga, fazendo referência às pesquisas que atualmente indicam uma predisposição da população para votar pelo fim do comércio de armas, confirmando dispositivo já incluído no Estatuto do Desarmamento.

Alberto Fraga referiu-se às dificuldades que as frentes engajadas no referendo estão enfrentando para angariar recursos para as campanhas, e, por essa razão também, defende a manutenção dos 20 minutos diários. A Frente pelo Direito à Legítima Defesa, disse ele, dispensará meios de divulgação como showmícios e outros, para concentrar-se na mídia eletrônica. O deputado voltou a criticar a iniciativa de restrição do tempo do palanque eletrônico, salientando que os opositores "sabem que o direito de informação é o mais precioso nesse processo".





Informação: Jornal do Senado


Rádio AGERT

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