Angolanos debatem função do Conselho de Comunicação Social

O conselheiro do Conselho de Comunicação Social Paulo Tonet recebeu, na manhã desta quarta-feira (17), representantes do Conselho de Comunicação Social de Angola. Além das funções dessas entidades, o sistema de propriedade das empresas jornalísticas (estatal e privado) e a situação atual da mídia no Brasil e em Angola foram os principais temas da reunião.

Os conselheiros angolanos Joaquim Paulo da Conceição, Manuel Pinheiro e João Carlos de Carvalho manifestaram também interesse em saber como são arbitrados os conflitos entre os cidadãos e as empresas jornalísticas. O 1º secretário da Embaixada de Angola no Brasil, Agostinho Tavares da Silva Neto, participou da reunião.

Enquanto em Angola as reclamações contra órgãos de imprensa por publicação de informações consideradas falsas ou caluniosas são encaminhadas ao Conselho de Comunicação Social, no Brasil esses conflitos são resolvidos pelo Poder Judiciário. Paulo Tonet ressaltou que a tendência aqui é julgar essas questões na área civil, e não na criminal.

Com 14 milhões de habitantes, dos quais 60% são analfabetos, Angola tem apenas um diário (Jornal de Angola) e pequenos jornais semanais. Rádios privadas são operadas nas principais cidades, mas as redes nacionais - TV Popular de Angola e a Rádio Nacional de Angola - são estatais.
Em Luanda, a capital, é cada vez maior a presença da TV brasileira, cujas novelas influenciam até o modo de falar dos angolanos, segundo informou o conselheiro Manuel Moreira Pinheiro.

O português é a língua oficial, mas há várias línguas nativas como o Umbundu, Kimbundu e Kikongo. Algumas rádios transmitem nessas línguas para garantir audiência em regiões onde a maioria da população não fala português.

Pinheiro ressaltou a disputa pelo controle da mídia em Angola, do ponto de vista dos conflitos de interesse na África. Angola é o segundo maior produtor de petróleo na África e somente conseguiu sua independência em 1975. A guerra civil que durou 27 anos já provocou mais de 300 mil mortes e deixou milhares de mutilados em uma população que é uma das mais pobres do mundo.





Informação: Jornal do Senado



Rádio AGERT

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