TV digital, telefonia celular e Lei Geral de Telecomunicações. Esses foram alguns dos assuntos discutidos no encontro desta quarta-feira (17) entre o senador Gerson Camata (PMDB-ES), presidente da Comissão de Educação (CE), e Paulo Tonet Camargo, diretor da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e diretor-geral do Grupo RBS em Brasília.
Camata também sugeriu, durante a reunião, que a imprensa poderia "abraçar" duas causas prioritárias para o ex-ministro da Educação, Tarso Genro: a "interiorização" das vagas das universidades públicas, tornando seus cursos acessíveis aos estudantes mais pobres que não vivem em grandes cidades; e o objetivo de alcançar a meta de 30% de vagas noturnas nessas mesmas universidades.
Ao tratar da TV digital - cujo padrão a ser adotado no país ainda não foi decidido -, o senador afirmou que o Brasil "já está com um atraso de cinco anos em relação a essa definição". Ele ressaltou, ainda, que essa nova tecnologia "é revolucionária, em vários sentidos, e cria um novo mercado no país".
Paulo Tonet Camargo concordou com Camata, e acrescentou "que o Brasil não pode ficar atrasado em relação ao mundo e à própria América Latina".
- Em investimentos desse gênero, o que menos importa é o padrão. Mais importante é determinar o modelo de negócios a ser utilizado - frisou.
Reinventar a roda
Camata não apóia a idéia de se desenvolver um padrão de TV digital próprio para o país, destacando que "não é preciso inventar a roda novamente".
- Não podemos cometer o mesmo erro do regime militar, que desenvolveu um padrão de transmissão de imagens, o PAL-M, que era derivado de um sistema alemão, e que "hoje só existe no Brasil e no Laos". Todo o resto do mundo usa o padrão NTSC - argumentou Camata.
Sua posição está em sintonia com o que pensa o novo ministro das Comunicações, Hélio Costa, que prefere adotar um dos padrões já existentes no mundo a criar outro. Antes da posse de Hélio Costa, o Ministério das Comunicações vinha financiando pesquisas para o desenvolvimento de um padrão nacional.
As novas tecnologias de telefonia celular também foram debatidas no encontro.
Camata lembrou que o chamado 3G, que permite o envio de sinais de televisão para celulares, já chegou ao país. O parlamentar ressaltou ser necessário respeitar a Lei Geral de Telecomunicações, fazendo com que o conteúdo que vier a ser transmitido seja produzido por brasileiros.
Informação: Jornal do Senado


