“Todas as verdades caladas se tornam venenosas”.
(Friedrich Nietzsche)
“Calarmo-nos é ainda mais duro: todas as verdades caladas se tornam venenosas”.
Nesta época de confusão ética parece que nem o filósofo alemão do século 19, Friedrich Nietzsche, profundo conhecedor da alma humana, poderia intuir onde se encontra a VERDADE neste mar de lama em que a sociedade civil brasileira está imersa.
A população brasileira, estarrecida, vem assistindo pelos meios de comunicação, um triste espetáculo de inverdades, para não dizer em todas as suas letras: Mentiras. Marcos Valério, José Dirceu, Delúbio, Roberto Jefferson e todos os seus parceiros têm estado em todas as pautas jornalísticas.
Os nossos veículos de comunicação; emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas vêm cumprindo com o seu papel sagrado de informar. Nunca a imprensa teve um papel tão importante para a sociedade.
O jornalismo investigativo vem prestando indispensável serviço à nação.
Porque nunca se viu na história recente de nosso país, nem na época do impeachment do ex. presidente Collor, tamanha rede montada para a espoliação do Estado em beneficio de um partido político no poder, como estamos vendo agora, ao vivo e a cores, em real time, em todos os tipos de letras, vozes e imagens.
O papel exercido pelos meios de comunicação neste episódio de cobertura das CPMIs, tem tornado público e claro o conceito de “aldeia global”, de que falavam os teóricos modernos.
A maioria da população trocou o tema da novela das 8 pelo “desfalque” nos cofres públicos, graças à ampla cobertura jornalística que está sendo feita.
Um carro popular dado de presente, a reforma do jardim da Casa da Dinda, os 5 milhões de dólares de empréstimo conseguidos no exterior pelo todo poderoso P.C. Farias, na época do Collor, não se comparam com o sistema corrupto e corruptor de arrecadação, montado no alto escalão da república, hoje. Porque não é no jardim da casa particular do presidente da República que se instalou a corrupção, mas na ante-sala do Palácio.
É isto que nos assusta e nos estarrece.
É isto que a imprensa nacional não pode deixar em off. E, com certeza, não vai.


