BRASÍLIA. A partir do fim de setembro, 12 emissoras de rádio do Rio de Janeiro e de São Paulo começam a fazer suas transmissões pelo sistema digital.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que a decisão com relação ao padrão digital a ser adotado ficará a cargo das emissoras. Ele afirmou ainda que não haverá problema, porque a tecnologia americana Iboc e a européia DRM são compatíveis. A estimativa é que o custo de instalação dos equipamentos digitais para as rádios fique entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.
— O sinal da rádio digital é perfeito, é como se você estivesse ouvindo um CD — disse o ministro.
Para Hélio Costa, o preço do rádio ao consumidor não deverá ser muito alto. A transição total da rádio analógica para a digital, segundo o ministro, levará dez anos. Para fazer os testes da rádio digital, a emissora terá que conseguir uma autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que regula e fiscaliza o setor.
Ministro descarta uso de Fust para baratear telefone
O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani, que se reuniu com o ministro, afirmou que a indústria brasileira já começa a se preparar para lançar no mercado receptores digitais. Ele acredita que antes do Natal a fabricante Gradiente estará comercializando os aparelhos digitais.
— O sistema digital é robusto e atende às necessidades dos radiodifusores — disse Pizani, destacando que em setembro o rádio brasileiro faz 84 anos.
Pizani afirmou ainda que a implantação de uma nova tecnologia é fundamental para que as emissoras melhorem a qualidade e ampliem recursos de suas transmissões. Segundo ele, o setor, que congrega cerca de 3.500 emissoras, já chegou ao limite da possibilidade da tecnologia analógica.
O ministro Hélio Costa descartou ontem o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para subsidiar parte do custo da assinatura básica mensal de telefonia fixa, como querem as empresas do setor.
— Se esta proposta chegar aqui, vou devolver sem olhar — disse o ministro.
De acordo com Costa, a legislação do Fust não permite que os recursos sejam usados dessa maneira. Atualmente, o fundo tem saldo de aproximadamente R$ 3,6 bilhões.
Informação: Aesp/ O Globo Economia


