Em 2005 a AGERT e seus associados deram um importante passo como entidade ao publicar, pela primeira vez no Brasil, um Balanço Social reunindo muitas empresas num só documento. O exemplo pioneiro da radiodifusão gaúcha está rendendo frutos.
Em primeiro lugar, a entrega do Balanço da radiodifusão fortaleceu a entidade perante os demais atores regional e nacionalmente. Vimos neste período à intensificação da interlocução da AGERT com seus stackholders e com a sociedade em geral, notadamente os segmentos formadores de opinião.
Com igual importância, o levantamento criterioso das informações sobre ações realizadas pelos veículos foi um rico processo educativo para o setor, levando os associados a planejar, monitorar e avaliar o apoio que dão a projetos sociais, culturais e ambientais em sua programação diária. Há muitos os veículos disponibilizam espaços gratuitos e realizam processos que visam atender demandas de interesse público.
O estímulo e a iniciativa da AGERT valorizam o associado que vem criando rotinas de acompanhamento e avaliação de impacto para ações. Agora, muitos veículos de rádio e televisão sistematizam suas práticas, compartilham experiências, avaliam resultados e participam ativamente, por novos meios, do processo de legitimação de veículos e empresas de comunicação.
De outra parte, ao ver os resultados colhidos, empresas e empresários são estimulados a persistir no caminho, tendo motivação renovada para fazer mais e melhor.
Apenas por estes motivos o esforço de mensurar a dedicação a causas de interesse público já se justificaria e talvez pudesse se manter como uma prioridade institucional. No entanto, a iniciativa do Balanço Social referente ao desempenho em 2004 teve exemplaridade e passa a ser seguida, segundo sabemos, pela Associação Nacional de Jornais – ANJ.
Baseados na metodologia aplicada pela AGERT, a entidade que congrega as empresas de jornais no Brasil está realizando um levantamento nacional sobre o que fizeram os 125 jornais membros para suas comunidades de forma voluntária e facultativa e em suas políticas de gestão. Aguardemos a confirmação desta informação.
A AGERT, por seu lado, tem motivos para persistir em sua iniciativa, aperfeiçoando-a. A entidade e seus parceiros associados estão sendo protagonistas no Brasil: largaram na frente como organização setorial e perante as empresas de comunicação ao estabelecer uma política de incentivo e avaliação de desempenho em práticas de Responsabilidade Social Empresarial.
Desde o primeiro momento os proponentes do Balanço AGERT poderiam ter a intenção da exemplaridade; principalmente entre os associados. Mas estou certo que não imaginaram tão imediato “plágio”. Enquanto no ambiente dos negócios, no mundo privado, a discrição e a exclusividade das iniciativas são condições para obter-se sucesso, no ambiente da Responsabilidade Social, a transparência, a ampla divulgação e a imitação são justamente provas de acerto estratégico e alcance das metas.
Os veículos que realizaram o levantamento para o Balanço Social de 2004 estão de parabéns: vocês estão sendo copiados por outras organizações de comunicação em todas as regiões do Brasil. O que para eles parece ainda um desafio – mensurar, criar critérios, avaliar – para vocês já é rotina.


