No momento em que meio milhão de CDs e DVDs piratas eram destruídos em Brasília, a Polícia Federal realizou ontem uma operação contra a pirataria em diferentes partes do país, incluindo o Rio Grande do Sul, onde uma pessoa foi presa.
A Operação Canil, que desmantelou uma quadrilha de contrabando de eletroeletrônicos e material de informática, foi realizada também no Paraná (Foz do Iguaçu, Maringá e Cascavel), em São Paulo (Santo André e Ribeirão Preto) e no Amazonas (Manaus).
No Estado, a Operação Canil resultou na prisão de um empresário na cidade de Sapiranga, no Vale do Sinos, dono de uma distribuidora de produtos eletroeletrônicos e videogames. O nome dele foi mantido em sigilo pela PF, por estar apenas com a prisão temporária decretada. No local, foram apreendidas mercadorias de origem suspeita e uma pequena quantidade de maconha.
Segundo o delegado José Luis Raupp, da Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal gaúcha, o detido é suspeito de adquirir, sob encomenda, os produtos contrabandeados e revendê-los a empresas em todo o Estado. A PF acredita que ele estaria agindo dessa forma há cerca de quatro ou cincos anos.
Com mandado expedido pela Justiça do Paraná, o empresário está detido na sede da superintendência da PF em Porto Alegre. Ele ficará à disposição das autoridades paranaenses por, pelo menos, cinco dias.
No total, 22 pessoas foram presas nos quatro Estados. Elas são suspeitas de integrar uma quadrilha que utilizava notas fiscais falsas para legalizar mercadorias contrabandeadas do Paraguai e dos Estados Unidos.
Os prejuízos causados pela entrada ilegal de mercadorias no país foram considerados incalculáveis pela PF. Os produtos eram despachados para todo o país por transportadoras e pelos Correios, com notas falsificadas em Ribeirão Preto e enviadas, via aérea, para Foz do Iguaçu, em envelopes cujos remetentes eram as empresas Casa de Cachorro - que inspirou o nome da operação - e Sete Oliveiras.
Informação: Zero Hora


