Brasil descarta cooperação com a China para padrão de TV Digital

O Grupo Gestor do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), cujo modelo deve ser anunciado oficialmente em 10 de fevereiro, desconsiderou a cooperação entre Brasil e China. A informação é de Igor Vilas Boas de Freitas, representante do Ministério das Comunicações e coordenador do SBTVD. Segundo ele, o período necessário para a formatação do padrão chinês, atualmente desenvolvido por duas Universidades locais, ainda é longo. "A previsão de disponibilidade deles está muito além da nossa, algo em torno de 2010", alega. A Administração de Rádio, Audiovisual e TV do Estado chinês (SARFT, na sigla em inglês), entretanto, anuncia que tudo estará pronto para a transmissão dos jogos olímpicos de Beijing em 2008.

A imprensa chinesa noticiou que, caso o país adotasse o padrão dos Estados Unidos, pagaria em royalties o equivalente a US$ 1,6 trilhão para substituir os atuais 400 milhões de aparelhos de TV analógicos – 29% do total do planeta – por digitais. O cálculo é baseado no valor médio de US$ 40 pagos a título de royalties em cada receptor pelos consumidores da Coréia do Sul. No Brasil, existem cerca de 60 milhões de receptores e calcula-se que os gastos com a transição seriam de R$ 10 bilhões em 10 anos.

Segundo o próprio Igor Freitas, o intercâmbio com a nação asiática poderia ser vantajoso para o Brasil. A construção de uma solução conjunta poderia eliminar, por exemplo, a necessidade de pagamento pela utilização das tecnologias atualmente em estudo – a americana ATSC, japonesa ISDB e européia DVB. "Eles estão desenvolvendo todos os sistemas de codificação e descodificação, com um dos objetivos de pagar menos royalties", confirma.






Informação: Coletiva.net


Rádio AGERT

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