São Paulo, 30 de Janeiro de 2006 - O executivo Roberto Graves, presidente do ATSC Forum, instituição americana que traz o nome do padrão de TV digital dos Estados Unidos, está passando uma semana no Brasil com o propósito de convencer o governo federal de que o sistema de seu país é o melhor caminho para o Brasil, tecnológica, social e economicamente.
Até o dia 10 de fevereiro, conforme previu o ministro das Comunicações, Hélio Costa, o governo deve definir detalhes dos sistemas que suportarão a TV digital no País.
"A escolha do padrão americano é mais importante para o Brasil do que para os EUA", disse Graves. "Em termos de economia de escala, inclusão social e exportação, o padrão ATSC é de longe a melhor opção", afirmou.
Os defensores do padrão europeu têm, naturalmente, visão diametralmente oposta. Defendem que o DVB, padrão europeu e global, é o mais adequado ao mercado brasileiro por contemplar o conceito da convergência, permitindo a recepção de sinais por meio do par de cobre, da antena de satélite e da antena terrestre. "Além disso, o padrão americano não tem ainda casos para mostrar, enquanto o DVB teve a adesão de mais de 50 países", afirma o chefe de tecnologia da Siemens, Mário Baumgarten, em nome da Coalizão DVB Brasil, recém-constituída por Nokia, Philips, Rohde&Schwartz, STMicroeletronics e Thales e Siemens.
A recém-constituída coalizão tem por meta auxiliar o governo brasileiro nessa discussão, mas Baungarten ressalta que o âmbito não pode ficar restrito ao fator técnico. "Diante da importância do tema, as discussões têm de ser ampliadas para a Casa Civil e o Congresso", afirmou.
Segundo ele, as questões devem começar pelo que há de mais básico: por que a TV digital é adequada para nós e de que forma fortalecer o papel da mídia no mundo cada vez mais convergente. Somente com essas respostas será possível definir qual é o padrão adequado.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(André Borges e Thaís Costa)
Informação: Aesp/ Gazeta Mercantil - TI & Telecom


