No último dia 8, o presidente Lula anunciou que o Brasil adotará o padrão japonês para o sistema digital de transmissão de TV. A primeira experiência brasileira na recepção de imagens em TV digital deve ser justamente a Copa do Mundo, em junho, visto que a Alemanha estará gerando as imagens das 64 partidas em alta definição.
Por aqui, somente alguns grupos convidados poderão assisti-las em caráter experimental. É, infelizmente, um número restrito de pessoas, mas representa um salto rumo à comercialização do modelo que está revolucionando a forma de assistir a tevê em todo o mundo.
Como os televisores prontos para as transmissões no modelo digital (HDTV) – os aparelhos fininhos com telas de plasma e cristal líquido – apresentam monitores no formato widescreen (16:9), similares às telas de cinema, estes telespectadores privilegiados terão uma vantagem extra: o melhor enquadramento das imagens do campo de futebol.
Os gramados contarão com 25 câmeras de alta resolução. Uma das câmeras deverá ser colocada no centro do campo para captar imagens que alcancem os dois gols. Além do ganho na qualidade da imagem, o novo formato digital enriquece a experiência dos telespectadores por permitir uma maior interatividade. Os usuários poderão escolher por qual ângulo de visão quer assistir ao jogo. (FSR)
Antes de comprar uma tevê, conheça a tecnologia
O mercado de equipamentos em som e imagem segue a tendência inversa do segmento de informática. Enquanto vale a regra do “quanto menor, melhor” para computadores e acessórios, quem compra televisor valoriza os aparelhos de grandes proporções e alta definição, capazes de proporcionar ao telespectador a experiência do cinema.
Junte a intimidade dos brasileiros com a televisão mais a paixão pelo futebol e não tem erro. Já tem um monte de gente correndo para adquirir uma tevê de plasma ou de cristal líquido, pensando em assistir às belas jogadas de Ronaldinho Gaúcho como se ocupasse uma cadeira especial do estádio.
Para os mais entusiasmados, vale, entretanto, alertar que as imagens transmitidas de fontes analógicas, como as da TV aberta brasileira, possuem a mesma qualidade em qualquer televisor, seja de alta definição ou convencional.
O governo já optou pelo padrão japonês de TV digital, e as imagens geradas pela TV alemã serão realizadas em qualidade digital, mas os canais brasileiros precisarão reverter as imagens para o padrão utilizado atualmente, que é mais modesto. Porque as transmissões digitais estejam em teste no Brasil, apenas um grupo seleto poderá conferi-las.
Qualidade de imagem – Todo o potencial dos aparelhos do tipo HDTV, portanto, só será realmente aproveitado quando a TV digital for definitivamente implantada. Por enquanto, a escolha por uma tevê de plasma ou LCD é válida para quem quer um equipamento fininho, com boa qualidade de imagem e pronto para as futuras transmissões digitais.
A resolução da tela destas tevês é duas vezes mais definida que as da TV convencional, que usa tubo de raios catódicos (CRT). Para ser considerada de alta definição, a resolução mínima é de 720 pixels. Os aparelhos com tela de cristal líquido são considerados superiores aos de plasma, justamente porque as imagens por estes geradas são formadas por um maior número de pixels.
Quem visa à Copa na hora da compra, geralmente busca um aparelho com tela bem grande. Neste caso, as tevês de plasma são as que apresentam a melhor relação custo x benefício. O preço do modelo de 42 polegadas corresponde ao aparelho de LCD de apenas 32 polegadas.
Até pouco tempo atrás, a tevê de retroprojeção, com tubo de raios catódicos, como o do televisor convencional, mas com a parte traseira pequena, era uma boa opção para quem desejava um aparelho de muitas polegadas com preço reduzido. Com a queda dos preços das tevês de alta definição, plasma e cristal líquido), elas estão perdendo espaço no mercado.
Para garantir a imagem de qualidade, é preciso manter certa distância da tela de plasma. Para um aparelho padrão de 42 polegadas, por exemplo, o ideal é que seja mantida a distância mínima de três metros. (FSR)
Informação: Abert/ Telecomunicações - A Tarde


