Conselho discute TV digital e liberdade de expressão

O Conselho de Comunicação Social do Congresso realiza hoje duas audiências públicas, uma sobre TV digital e outra sobre liberdade de expressão.

TV digital
Participam como expositores do primeiro debate, que está marcado para as 10h30: o engenheiro e integrante do conselho Fernando Mattoso Bittencourt Filho; o presidente da Câmara de Conteúdo do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), Alexandre Kieling; o diretor de Tecnologia e Pesquisa da Philips do Brasil, Walter Duran; e o diretor de TV Digital do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Ricardo Benetton Martins.

Liberdade de expressão
O debate sobre liberdade de expressão será realizado às 14h30. O expositor será o representante dos jornalistas no Conselho de Comunicação, Celso Augusto Schröder.

As duas reuniões serão realizadas na sala 6 da ala Nilo Coelho, no Senado.


Saiba mais sobre a TV digital
A TV digital usa um modo de modulação e compressão digital para enviar vídeo, áudio e sinais de dados aos aparelhos compatíveis com essa tecnologia, proporcionando assim transmissão e recepção de maior quantidade de conteúdo por uma mesma freqüência (canal).
Conheça algumas inovações técnicas da TV digital:

Qualidade da imagem e do som - atualmente, um monitor analógico de boa qualidade apresenta entre 525 e 625 linhas. Na televisão digital de alta definição, chega-se a 1.080 linhas com o padrão HDTV (TV de alta definição).

Novo formato da imagem - a tela dos monitores digital passará do formato 4:3, típico da TV analógica, para o formato 16:9, mais próximo do formato panorâmico de uma tela de cinema.

Qualidade do som - A televisão iniciou com som mono (um canal de áudio), evoluiu para o estéreo (dois canais, esquerdo e direito) e, com a TV digital, passará para seis canais (padrão utilizado pelos mais sofisticados equipamentos de som e home-theaters).

Interatividade local - o conteúdo é transmitido unilateralmente para o receptor de uma só vez. A partir daí, o usuário pode interagir livremente com os dados que ficam armazenados no seu receptor. Um novo fluxo de informações é recebido apenas quando é solicitada uma atualização ou uma nova área do serviço é acessada.

Interatividade com canal de retorno não-dedicado - A interatividade é estabelecida a partir da troca de informações por uma rede à parte do sistema de televisão, como uma linha telefônica. O recebimento das informações ocorre via ar, mas o retorno à central de transmissão se dá pelo telefone.

Interatividade com canal de retorno dedicado - com a expansão das redes de banda larga, pode ser desenvolvido um meio específico para operar como canal de retorno. Para isso, o usuário da TV digital necessitaria não apenas de antenas receptoras, mas também de antenas transmissoras, e o sistema, a capacidade de transportar os sinais até a central de transmissão.

Facilidades para gravação de programas - A introdução de sinais codificados de início e fim de programas facilitará o acionamento automático de videocassetes ou gravadores digitais dos usuários.

Gravadores digitais incluídos nos receptores ou conversores - alguns modelos de aparelhos receptores ou mesmo os conversores poderão incorporar gravadores digitais de alta performance (semelhantes aos discos rígidos utilizados nos computadores) que poderão armazenar muitas horas de gravação e permitir que o usuário escolha a hora de assistir o programa desejado.

Múltiplas emissões de programas - a transmissão de um mesmo programa em horários descontínuos (um filme, por exemplo, iniciando de 15 em 15 minutos) em diversos canais permitirá que o usuário tenha diversas oportunidades para assistir ao programa desejado a num horário escolhido.

Otimização da cobertura - a tecnologia digital possibilita flexibilidade para ajustar os parâmetros de transmissão de acordo com as características geográficas locais. Em áreas acidentadas ou com muitos obstáculos (grandes cidades com muitos edifícios, por exemplo) pode ser utilizado o recurso da transmissão hierárquica. Com este recurso, um programa pode ser transmitido (com sinal menos robusto) de modo a ser recebido em locais mais favoráveis, através de antenas externas, por exemplo, enquanto outro programa ou o mesmo programa do mesmo canal é transmitido (com sinal mais robusto) com uma menor resolução de imagem para recepção em todos os pontos da área de prestação do serviço. Isso permite que terminais portáteis ou móveis (instalados em veículos) possam receber sem problemas as transmissões.

Padrões existentes:

ATSC (Advanced Television Systems Committee), adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia do Sul;

ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), adotado pelo Japão;

DVB-T (Digital Video Broadcast Terrestrial), adotado pelos demais países que já decidiram qual padrão seguir, em especial os países da Europa, Ásia, África e Oceania.

Fonte: Wikipedia






Informação: Agência Câmara



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