O Senado aprovou ontem à noite, em votação simbólica, projeto de lei que prevê novas regras para a campanha eleitoral. Entre as mudanças, está proibida a utilização de imagens externas nas propagandas de televisão e a prestação de contas deverá ser realizada na Internet. O projeto segue para sanção do presidente Lula, mas ainda não é certo se as regras já valerão nas eleições deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral tomará uma decisão nos próximos dias.
Quando a lei entrar em vigor, os programas de rádio e tevê estarão restritos à gravação do candidato e dos filiados do partido em estúdio. Serão vedadas cenas externas, montagens, computação gráfica, desenhos animados e efeitos especiais. Os senadores reconheceram que a campanha ficará mais monótona, mas defenderam a lisura que o processo passará a ter. "É verdade que a campanha no rádio e na TV será mais chata, porém é melhor que tenhamos essas regras para se acabar com candidatos cujas imagens são moldadas pelo marketing político", declarou o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante.
Também ficará proibida a distribuição de brindes, como camisetas, bonés e canetas, o uso de outdoors, a realização de showmícios e a apresentação de artistas e personalidades durante a campanha. A divulgação de pesquisas eleitorais só poderá ocorrer até 15 dias antes das eleições, para evitar sua influência na escolha do eleitor. O parecer do relator do projeto, José Jorge, do PFL, afirmou que "a lei aperfeiçoa as instituições, fomentando o debate democrático de idéias em detrimento da "compra" de consciências".
Na avaliação de Mercadante, as medidas são uma resposta à crise política e evitarão a prática de fundos paralelos nas campanhas eleitorais.
Informação: Correio do Povo


