Representantes do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) negociam com um fornecedor de equipamentos o desenvolvimento e a produção de um chip para a TV digital brasileira.
As obras da fábrica de chips que será instalada no Ceitec, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, têm previsão para terminarem em março de 2007, e o centro já está tocando projetos.
Em visita ao Ceitec ontem pela manhã, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o centro tem um papel estratégico na transferência de tecnologia que o acordo de TV digital feito com o Japão propicia.
- Cada vez mais chips estarão em todo tipo de equipamentos. Temos extrema capacidade de fornecer soluções inventivas - disse Dilma.
Segundo o diretor presidente do Ceitec, Sérgio Souza Dias, a negociação com um fabricante de equipamentos de transmissão digital ainda está em curso. Por isso, o nome do fornecedor não é revelado. O centro terá duas funções: desenhar os chips no Centro de Design e produzi-los na fábrica.
Mesmo sem o Ceitec pronto, pesquisadores já trabalham em dois projetos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS): um chip para uso industrial sob encomenda da gaúcha Altus e outro para identificação por radiofreqüência. Os projetos devem ficar prontos antes do Ceitec, e a solução foi um acordo com uma fábrica alemã para fabricar os primeiros protótipos, explica Dias.
Na Lomba do Pinheiro, 35% da construção está concluída. Para que fique pronto até março de 2007, o Ceitec precisa receber mais R$ 30 milhões - até agora, o projeto tem garantidos R$ 118 milhões. Quando entrar em operação, o centro terá capacidade para produzir 4 mil lâminas de silício por mês, suficiente para atender boa parte da demanda brasileira, segundo Dias.
O que é o Ceitec
É a primeira fábrica de circuitos integrados (chips) da América Latina. O projeto foi uma parceria firmada em junho de 2000 entre um braço da Motorola (hoje chamado de Freescale) e governos federal, estadual e municipal, junto com universidades. A empresa doou os equipamentos para a fábrica.
O objetivo é produzir lotes pequenos de chips para uso industrial, e capacitar profissionais.
Informação: Zero Hora


