BNDES quer financiar cadeia de TV digital

PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) está disposto a financiar todos os elos da cadeia da TV digital com o objetivo de atrair fabricantes ao país e obter, com isso, maior índice de nacionalização dos aparelhos e equipamentos necessários a implantação da tecnologia.

Para tal, não descarta conceder crédito ao varejo de eletroeletrônicos, que, por sua vez, refinanciaria a compra dos bens ao consumidor final. A perspectiva animou a CNC (Confederação Nacional do Comércio).
O economista da entidade, Carlos Thadeu de Freitas, diz que sobram recursos para empréstimo no caixa do banco, que não tem demanda para cumprir seu orçamento -no primeiro semestre o BNDES liberou apenas 33% de seu orçamento de R$ 57 bilhões.
Desse modo, diz, financiar o varejo seria uma oportunidade de dar "crédito a um setor que precisa se alavancar".

Freitas prevê que os financiamentos teriam taxas mais atrativas do que as do sistema bancário, o que reduziria os custos. O juro bancário a pessoa jurídica, segundo Freitas, oscila entre 2% e 3% ao mês, "o que é um absurdo".

Além dos novos televisores adaptados ao padrão japonês (escolhido pelo Brasil), os mais de 95% de lares brasileiros com TV terão a opção de comprar, numa fase de transição, as chamadas caixas conversoras. Os aparelhos decodificam o sinal digital para analógico.

As TV antigas terão de usá-lo para manter a recepção analógica. Cada equipamento, estima o Ministério das Comunicações, custará a partir de R$ 100.

Os estudos do BNDES sobre TV digital ainda estão em fase preliminar. O banco constituiu um grupo de trabalho para diagnosticar se há a necessidade da criação de novas linhas de financiamento ou se os atuais instrumentos de crédito são suficientes para atender às demandas da cadeia da TV digital. Até o final de setembro, a avaliação estará concluída.

Hoje, quase todas as linhas do banco são destinadas ao financiamento à produção. Uma exceção é a que concede crédito ao comércio para o programa PC Conectado. O varejo, por sua vez, repassa o benefício do juro mais baixo ao consumidor.

O BNDES também estuda apoiar iniciativas de pesquisa e desenvolvimento na área de TV digital, financiando a elaboração de softwares.

Indústria
A indústria de eletroeletrônicos está mais cautelosa. A Eletros (Associação Nacional de Produtos Eletroeletrônicos) informou que ainda não tem posicionamento a respeito da TV Digital.

A associação disse que os fabricantes de televisores estão começando a se reunir agora para avaliar os desdobramentos da decisão do governo de adotar o padrão japonês.






Informação: Folha de São Paulo - Dinheiro - TV Digital


Rádio AGERT

Federasul divulga Manifesto em Defesa dos Valores das Instituições Democráticas

O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, informou que o manifesto será enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Ele solicita a abertura de investigação em caráter de urgência e com total transparência do ministro Alexandre de Moraes e também dos demais ministros citados em procedimento da Polícia Federal.

Centro de Consultoria AgroDigital lançado pela CCGL, Fecoagro/RS e Banrisul

O vice-presidente da CCGL, Guillermo Dawson Júnior, explicou os objetivos do Centro de Consultoria Agrodigital. Um projeto piloto que democratiza acesso à gestão e ao conhecimento e testa modelo que pode elevar produtividade do agro gaúcho.

Sicoob Central SC/RS prospectou R$ 1,4 bilhão em negócios na Expointer

O gerente de Agronegócio do Sicoob Central SC/RS, Paulo Vitor Sangaletti, informou que do total prospectado na feira R$ 740 milhões foram no agro. Para o Plano Safra, o Sicoob SC/RS disponibiliza R$ 14 bilhões para sua área de atuação, com um crescimento de recursos de 15% em relação a última safra.