Na era da TV Digital

Depois de adiar muito, enfim o governo anunciou que o sistema japonês é o escolhido para ser adotado no país. A badalação em torno do assunto é (e sempre foi) grande, especialmente por causa das discussões sobre o padrão ideal, questão polêmica que envolve muitos interesses. Mas distante da polêmica e das divergências, a população brasileira quer apenas o que essa nova tecnologia vai representar em suas vidas. Quer saber, basicamente, o que muda na substituição da atual e superada TV analógica pela digital; o que significam termos como interatividade, mobilidade e portabilidade. Se terá de trocar imediatamente seus aparelhos de televisão; ou com quais custos indispensáveis terá de arcar com a mudança de sistema.


Dúvidas sobre o assunto não faltam ao brasileiro que, no entanto, pode ficar tranqüilo com relação às medidas que terá de adotar quando a TV digital for realmente implantada. De imediato, nenhuma; a curto e médio prazos, apenas a aquisição de um conversor de sinais, chamado set top box, que irá custar a partir de R$ 100. A TV digital brasileira será baseada no padrão japonês (ISDBT) de transmissão e complementada por algumas inovações tecnológicas desenvolvidas por centros nacionais de pesquisa. A previsão é de que seja implantada de forma experimental, daqui a oito meses, em São Paulo.


No máximo em sete anos, de acordo com o decreto que a cria, a TV digital aberta deverá estar em todos os lares do país. A televisão dessa nova geração vai permitir ao usuário assistir programas com imagem e som de cinema, sem fantasmas, distorções e ruídos, conseqüências da tão badalada alta definição do sistema. As imagens também poderão ser vistas dentro de um veículo, mesmo em movimento (é o que se chama mobilidade), ou diretamente na tela de um celular (portabilidade).


E mais: o sistema abre possibilidades de o telespectador participar do processo, seja selecionando programas ou serviços pelo controle remoto, seja realizando compras pela TV ou participando de pesquisas (interatividade). Enfim, com a TV digital, um mundo de novas opções se abre para o conforto e prazer do consumidor. Claro que um bom tempo se passará— estima-se que pelo menos 10 anos — antes que todo esse leque de serviços esteja funcionando. Mas, pelo menos, o chute inicial foi dado com a adoção do padrão. Agora, é fazer a bola da tecnologia rolar sem mais impedimentos que possam vedar a entrada do Brasil na elite mundial da TV digital.




Informação: ABERT/Estado de Minas


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