Secretário contradiz Furlan e nega redução de impostos

O Ministério da Fazenda decidiu passar um recado ontem ao ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) ao avisar que neste ano não haverá mais nenhuma medida de desoneração tributária.

"Neste ano não tem desoneração e somente pode vir de gente que não entende do assunto a idéia de desonerar atraindo investimento este ano. Neste ano não vai sair nada nessa área", disse Júlio Sérgio Gomes de Almeida, secretário de Política Econômica. "Nem que o Governo arriasse as calças. Não tem espaço. Medidas serão anunciadas, mas também não tem nada a ver com compensação de aumento de carga tributária. Não é para este ano. O horizonte é bem maior", explicou.

Em entrevista na quarta-feira na "Folha de S.Paulo", Furlan disse que em breve seria anunciado um pacote com medidas para redução de impostos federais sobre bens de capital e construção civil. Um dos objetivos seria atrair investimento na área de semicondutores para a TV digital. No mesmo dia, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) também afirmou que o Governo estudava uma nova rodada de redução de imposto sobre bens de capital, como máquinas e equipamentos.

Almeida disse que as declarações de Furlan não causaram mal-estar, mas não há nada previsto para este ano. De acordo com ele, o assunto está em estudo e que já se reuniu com especialistas na área de eletrônica e semicondutores, mas que o Governo ainda não chegou na fase de análise de renúncias fiscais e que esse é um programa de longo prazo.

A Fazenda se recusa a mexer na arrecadação deste ano. Segundo ele, desoneração só pode ser feita se tiver uma contrapartida. "Não haverá desoneração, a menos que a gente balanceie com oneração. A minha regra de reduzir imposto, mas também podendo aumentar, está valendo".

Em entrevista por telefone ao Jornal A CRÍTICA, Sicsú informou que o valor será aplicado em centros de pesquisa da empresa em vários paíse s, mas ressaltou que a maior parte dos recursos será investida no centro já em funcionamento em Manaus, a partir de onde toda a pesquisa será coordenada.

"Vamos fazer de Manaus o centro mundial de pesquisa do padrão nipo-brasileiro e tudo o que for feito para a América Latina será feito em Manaus". Sicsú estima que a empresa poderá começar a vender aparelhos de TV digital no Brasil em 2008. E garantiu que tanto os televisores como os conversores serão produzidos em Manaus.

O plano de investimento foi apresentado ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, por representantes da empresa. "Estamos absolutamente fascinados com o prestígio que a Samsung está dando ao nosso projeto de TV Digital", disse Costa.

O desenvolvimento do sistema de modulação será feito nos centros da China e do Japão, enquanto o da compressão será feito na Coréia do Sul. Já os estudos de interatividade ficarão a cargo dos centros na Inglaterra e na Polônia. "No primeiro estágio, estamos treinando equipes aqui e fazendo o desenvolvimento lá (nos outros centros).

No segundo estágio, teremos o desenvolvimento conjunto e, no dia em que tivermos o primeiro produto à venda de TV digital no Brasil, vamos ter a total auto-suficiência de software e hardware no Brasil. Isso nos garante que vamos desenvolver qualquer tipo de produto que o mercado demande", disse Sicsú, em entrevista coletiva após a reunião com Costa.




Informação: Abert / Telecomunicações - A Crítica - Manaus - AM - Economia


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