O seqüestro do repórter Guilherme Portanova e do auxiliar técnico Alexandre Coelho Calado mostra a impunidade que domina os criminosos que se voltam contra instituições e cidadãos brasileiros. Assim define o crime a nota divulgada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert). "O ato covarde, com o objetivo de forçar um veículo de comunicação a divulgar manifesto de criminosos, é demonstração da ousadia e do sentimento de impunidade que domina aqueles que se voltam contra as instituições e os cidadãos."
Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a liberdade de imprensa está ameaçada pelo crime organizado em São Paulo. A entidade "considera o seqüestro dos funcionários da Rede Globo e a chantagem que obrigou a TV a exibir um vídeo feito por criminosos indicadores intoleráveis de que os governos de São Paulo e o federal já não garantem condições mínimas para o exercício irrestrito da liberdade de imprensa no País", diz a nota divulgada ontem, assinada pelo presidente da Abraji, Marcelo Beraba, e pelo vice, José Roberto de Toledo.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, José Augusto Camargo, foi menos incisivo. "Não se pode afirmar que todo profissional de comunicação passe a ser vítima do grupo. Eles atacam a imagem da informação, assim como atacaram a instituição do transporte público, queimando ônibus."
Informação: Abert - O Estado de S. Paulo - SP - Metrópole


