A passagem da TV aberta analógica para o mundo digital impõe às empresas do setor uma série de desafios que talvez ainda não estejam nem no horizonte das empresas de radiodifusão. "TV digital não é TV, é computação com TV. O que vocês faziam antes era simples. No mundo digital, tem reset, bug, tela azul. O caos da computação chegará à televisão. Sejam bem vindos a este mundo", provocou Silvio Meira, diretor do CESAR, centro de pesquisa e desnvolvimento Pernambucano que está há muito tempo envolvido com conteúdos em novas mídias.
A provocação encontrou receptividade entre os debatedores que estavam na mesma mesa de Meira, durante debate realizado no Cogresso da Set (Sociedade de Engenharia de Televisão).
Para Meira, são problemas como esses que impõem à TV digital a necessidade de "muita especificação incremental, especificação de referência e muito trabalho de desenvolvimento das tecnologias".
Mas a adaptação ao mundo digital vai além da questão dos bugs e problemas de operação. Passa pelos modelos de negócio e formas de trabalhar dos radiodifusores.
"Hoje, quem manda é a TV aberta tradicional. É ela quem paga a conta, e é para ela que a Globo produz. Mas a produção para TV como a conhecemos não é necessariamente boa para outras plataformas, como a TV portável e móvel. E isso se complica ainda mais na alta definição. Além disso, existe sempre o problema de que as outras mídias são, em essência, concorrentes da TV aberta, pois tiram audiência, tiram tempo do telespectador. Tudo isso precisa ser visto daqui para frente".
Informação: TELA VIVA News


