A multiplicação das emissoras de TV legislativas - além da Câmara e do Senado, outras 17 emissoras foram criadas em assembléias estaduais e 35 em câmaras municipais - indica que a comunicação pública cresce em proporção direta ao aumento da democracia e da participação da cidadania nas decisões coletivas. Essa foi uma das tônicas do painel da manhã do 6º Congresso Brasileiro de Comunicação no Serviço Público promovido nesta manhã no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.
Na conferência que abriu os debates, o diretor da Secretaria de Comunicação da Câmara, William França, apontou o grande dilema do profissional que atua no setor público: "Quem é o patrão?"
Para ele, o cidadão é o cliente e também o patrão. "A comunicação produzida em uma instituição como a Câmara tem de ser plural e transparente, e o critério editorial para a cobertura é sempre o interesse público". Segundo William, o objetivo do trabalho da Secom é mostrar à população o que se passa na Casa, de forma direta e isenta, contribuindo para dar transparência ao trabalho legislativo.
França ressaltou que a comunicação da Câmara não pretende competir com a mídia de mercado. Ele afirmou que é preciso mostrar à população o trabalho institucional, que se sobrepõe a eventuais mazelas do processo político.
TV Digital
William França falou das possibilidades que a adoção da tecnologia digital oferecerá, como a interatividade e a multiplicação de conteúdos. Segundo ele, a tendência é de fortalecimento da rede de emissoras públicas, que podem caminhar para a criação de um único sinal de TV digital.
O diretor da Secretaria de Comunicação do Senado Federal, Armando Rollemberg, explicou que a TV Câmara, a TV Senado e a TV Justiça estão trabalhando em parceria para criar uma estação digital experimental. A intenção é que essas emissoras se adaptem o mais rapidamente possível a essas tecnologias. Sobre a possibilidade de multiprogramação que a tecnologia digital oferece, Rollemberg disse que a Câmara e o Senado vão poder contribuir bastante, já que são verdadeiras "usinas de conteúdos". Ele anunciou ainda a criação de um curso de pós-graduação de tecnologia digital, a ser ministrado pela Unilegis.
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Reportagem – Cid Queiroz
Edição - Patricia Roedel
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Informação: Agência Câmara


