Lula recebe empresários do RS para debater crise

Comitiva entregou ao presidente dados que podem servir de base para revitalização de setores produtivos

ROBERTO MALTCHIK/ Brasília/Agência RBS

Determinado a encontrar soluções para a crise da economia gaúcha, um grupo de empresários levou ontem ao Palácio do Planalto uma radiografia dos gargalos que impedem a retomada do crescimento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi surpreendido pelos números negativos, já que os problemas estaduais são recorrentes nos debates do governo federal. A oportunidade serviu para que o Planalto disponha de informações que garantam ações pontuais para estimular o desenvolvimento de setores da economia. Os empresários querem buscar novos nichos de mercado e incentivar os segmentos tradicionais da produção gaúcha.

- Estamos vendendo pouco aquilo que fabricamos muito. Só produzimos 20% dos produtos que provocam o crescimento da economia brasileira - ilustrou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Paulo Tigre.

Entre as iniciativas propostas pelos empresários, estão investimentos em tecnologia e agropecuária. Na corrida pelo desenvolvimento da TV digital, o Rio Grande do Sul pode ser protagonista, com o primeiro pólo para produção de chips para equipamentos eletroeletrônicos no Brasil. Se o governo concretizar investimentos previstos, o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) estará produzindo as peças no final de 2007.

Dívida com a União e Lei Kandir foram discutidas

O agronegócio pode ser fortalecido com ações no campo tecnológico. Representantes do setor pretendem direcionar investimentos para produção de biocombustível. A soja seria o motor da nova indústria. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) teria condições de adaptar mudas de cana-de-açúcar para o solo gaúcho.

- Nada foi concretizado, mas há uma perspectiva muito forte. Há Estados que, em razão da base produtiva, devem ter um tratamento diferenciado. O caso do Rio Grande do Sul é especial - afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Entraram no debate assuntos espinhosos para a cúpula palaciana, mas considerados fundamentais pelos empresários para impulsionar o desenvolvimento: a renegociação da dívida com a União, a criação de um fundo para compensar os Estados exportadores e a definição de regras para a inclusão desses recursos no Orçamento Geral da União. Nesses casos, porém, o governo esbarra em um problema federativo. Auxiliar os gaúchos significa abrir pendência com os outros Estados.

( This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. )

Quem participou da reunião

Empresários

Paulo Tigre (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul)

Jorge Gerdau Johannpeter (Grupo Gerdau)

Luiz Fernando Cirne Lima (Copesul)

Nelson Sirotsky (Grupo RBS)

Raul Randon (Randon)

José Antônio Martins (Marcopolo)

Bolivar Moura (Ipiranga)

Eduardo Logemann (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão)

Governo

Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República)

Dilma Rousseff (ministra-chefe da Casa Civil)

Tarso Genro (ministro da Coordenação Política)

Luiz Fernando Furlan (ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)

Bernard Appy (secretário executivo do Ministério da Fazenda)








Informação: Zero Hora




Rádio AGERT

Valor de referência para o litro do leite terá um reajuste de 2,98% em julho

O coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, informou que o valor de referência para o litro do leite em julho é de 2,5005, com um reajuste de 2,98 em relação ao mês anterior.

Desafios da Governança nas Empresas Familiares debatidos na Federasul

O Conselheiro de Administração, consultor em Governança Corporativa, Estratégia e Empresas Familiares, Daniel Santoro, destacou os desafios da governança nas empresas familiares no Meeting Jurídico da Federasul. 

Cresce a importância do Consumidor 60 mais no varejo

O assessor de Relações Governamentais do SIndilojas Porto Alegre, Victor Pires, detalhou o guia Geração Prateada - Como o Consumidor 60 mais consome, o que ele busca e como vender para ele. Ele ressaltou que no RS, há mais pessoas nessa faixa de idade do que crianças de 0 a 14 anos.