A Telefônica não conseguiu, até o momento, sinal verde dos radiodifusores para incluir os canais de televisão abertos (Globo, SBT, Bandeirantes e outros) em seu empreendimento de TV por assinatura no país. "Ainda não conseguimos uma posição positiva deles", resumiu o presidente do grupo Telefônica no Brasil, Fernando Xavier Ferreira, durante o 8º Futurecom, seminário internacional de telecomunicações que acontece em Florianópolis. Ele disse que o projeto será comercializado sem os canais abertos, se não houver acordo com os radiodifusores.
Sem conteúdo nacional, a tele pode ter dificuldades para implantar seu projeto de TV paga via satélite. O consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, confirmou ontem que a portaria que regulamenta o serviço de televisão por assinatura com transmissão direta via satélite será revista e é intenção do ministério exigir conteúdo nacional na programação.
"Queremos garantir um percentual mínimo de conteúdo para valorizar a cultura brasileira", afirmou Bechara. Segundo ele, a nova portaria será divulgada até o final do mês, e não na próxima semana, como anunciou o ministro Hélio Costa.
Para Alexandre Annemberg, diretor-executivo da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura), a TV paga é um negócio privado, e os assinantes compram o produto que querem receber. Mas ele esquivou-se de dar a opinião da entidade sovre a exigência de conteúdo nacional nas TVs pagas.
A jornalista ELVIRA LOBATO viajou a Florianópolis a convite da Futurecom
Informação: ABERT / Telecomunicações - Folha de S. Paulo - SP - Dinheiro - TELECOMUNICAÇÕES

