Repórteres sem Fronteiras: 81 jornalistas mortos em 2006

A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) divulgou no último dia do ano passado seu balanço anual sobre a liberdade de imprensa e violência contra jornalistas. Pelo balanço feito, os profissionais de comunicação estão mais vulneráveis à medida que cresce a violência no mundo.

O ano passado se encerrou como um dos mais violentos desde 1994. Cerca de 81 jornalistas foram assassinados, quase metade deles no Iraque, onde morreram 39 profissionais, 90% deles iraquianos. Desde o início da guerra no país, em 2003, 139 jornalistas já foram assassinatos, o dobro de óbitos em relação à Guerra do Vietnã, onde foram registradas 63 mortes, entre 1955 e 1975.

O segundo país mais perigoso para jornalistas é o México, onde nove foram mortos em 2006. Os casos estão ligados ao tráfico de drogas e distúrbios sociais, como os de Oaxaca, em outubro, em que foi morto o cinegrafista americano Brad Will. A situação também é delicada nas Filipinas, com seis assassinatos neste ano, e na Rússia, com três mortos, incluindo a renomada repórter Anna Politkovskaya, especialista em Chechênia do jornal Novaya Gazeta.

Também foi registrado um incremento muito grande mortes entre pessoas que trabalham apoiando a mídia, como motoristas, tradutores e agentes de segurança. Trinta e dois foram mortos em 2006, contra cinco em 2005. A RSF faz a ressalva que só considera as mortes em que as vítimas estavam exercendo a profissão. Muitos casos ainda estão sendo investigados, e a contagem pode aumentar.

Além das mortes, outros números chamam a atenção na contagem da RSF: 56 jornalistas foram vítimas de seqüestros em 2006, sobretudo na Faixa de Gaza (6) e no Iraque (17). Todos os seqüestrados no território palestino foram libertados, mas seis dos retidos no.

A contagem de 2007 já começou, com o seqüestro do fotógrafo peruano Jaime Razuri em Gaza, na segunda-feira (01/01). O balanço está disponível no site da RSF.




Fonte: ABERT / Portal Imprensa - Notícias - Jornalismo


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