DEU NA TV - DE VOLTA

De volta

Depois das férias a coluna volta ao Notícias da Hora com uma mudança, passa a ser semanal. A mudança deve-se às atividades acadêmicas e profissionais do colunista que nesse semestre serão mais intensas.

Nosso compromisso é de já em Junho voltar a ser diária, portanto só uma questão de tempo. Por enquanto tentarei fazer uma grande coluna semanal com tudo o que foi destaque em nossa TV e Rádio. A coluna será publicada sempre às segundas.

Defesa da ilegalidade

Foi deprimente observar a atitude dos dirigentes da UFAC em relação a Rádio Filha da Muda, que totalmente ilegal funcionava dentro da instituição com o apoio da diretoria.

Em entrevistas os dirigentes da UFAC fingiam que achavam que a rádio estava funcionando legalmente e que não havia nada de errado. Cinismo! O pior é os professores da instituição insistirem que os equipamentos são homologados pela ANATEL e que seria legal o funcionamento da emissora com tais equipamentos.

Talvez o que os ilustres professores não soubessem é que a produção de qualquer equipamento que transmita radiofreqüência tem por obrigação legal o selo de homologação da ANATEL.

Portanto, sem a homologação não poderá haver comercialização desses equipamentos. O que mais chamou a atenção foram as declarações destemperadas eivadas de um discurso cabeça-político-filosófico-defensor-da-liberdade-de-imprensa-e-das-prerrogativas-constitucionais-contra-aperseguição-mesquinha-da-justiça-e-das-entidades-de-fiscalização, que uma pessoa minimamente esclarecida sabe que não é assim.

No Brasil a concessão de autorização para a instalação de serviço de radiodifusão a qualquer título é exclusiva do governo federal, ou seja, para instalar uma rádio, televisão ou mesmo serviço de Internet sem fio, as entidades deverão apresentar projeto técnico com todos os dados e no caso de exploração comercial participar de uma licitação que é aberta a todos, e no especificamente de uma rádio educativa, que parece ser o caso da “Filha da Muda”, a UFAC deveria ter apresentado um projeto técnico que constaria entre outras coisas, a freqüência, a potência, o tipo de antena, o ganho da antena, o azimute, o tipo de cabo de ligação entre o transmissor e a antena, a localização da rádio, o tipo de transmissor, o responsável técnico pelo projeto e até o estudo de interferência no espectro rádio-elétrico.

Mas isso não parece ser necessário para os idealizadores da rádio, espernear é o mote! Gritar palavras de ordem e reclamar da atitude da ANATEL parece o mais correto para eles.

Mas nem toda a algazarra que eles fizeram tira a ilegalidade e a irresponsabilidade dae sua atitude, que em vez de fazerem a coisa da forma correta seguindo os trâmites legais, que no caso da UFAC é facilitado, preferiram se igualar a bandidos e pilantras que instalam rádios piratas prejudicando quem trabalha de acordo com a lei.

Respeito a iniciativa deles em montar uma rádio que serviria de laboratório para os alunos da instituição e também oferecer uma programação alternativa aos ouvintes de Rio Branco, mas discordo da forma que fizeram.

Não adianta fazer biquinho e bater o pezinho no chão, agora o correto é contratar um profissional, montar um projeto de rádio e pedir autorização para a ANATEL através de outorga.



FONTE: ABERT/ NOTÍCIAS DA HORA/ ON-LINE/ NETO BARDAVIL






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