DO RÁDIO DE DIAL AO DIGITAL

Há um equipamento de comunicacões interessante, para fazer download de músicas (streaming music) sem pagar nada. O custo do equipamento é baixo, a qualidade dos arquivos é boa, melhor que MP3.

Além disso, não é preciso ter computador, nem memória para baixar as músicas, que podem ser ouvidas a qualquer hora. O mais interessante é a possibilidade de ouvir as músicas no carro ou em casa, em transmissão sem fio, sem precisar de Bluetooth ou qualquer outro sistema.

Para quem não percebeu ainda, esse sistema revolucionário é apenas o bom e velho rádio. Que faz tudo isso, sem custos adicionais para o usuário - a não ser ouvir os anunciantes de vez em quando, o que a TV por assinatura, que é paga, também tem.

Nos primeiros tempos, a televisão copiava os programas do rádio, como as famosas novelas feitas em estúdio, cujos protagonistas nunca eram vistos e ficava a cargo dos ouvintes imaginar as cenas de emoção, romance ou ação simuladas.

Era a mídia ideal para as avós, que podiam continuar com seus trabalhos caseiros, costurando com seus dedais, fazendo crochê ou cozinhando, enquanto ouviam e sentiam as emoções que chegavam pelas ondas eletromagnéticas.

A televisão, que aproveitou os programas e artistas do rádio em seus primeiros anos, tem uma diferença fundamental, ela exige a presença do expectador em frente à tela e impede assim a realização de outras tarefas. A TV é egocêntrica.

Entretanto, o rádio digital de hoje copia a televisão, principalmente após a incursão que a TV fez na internet. As estações de rádio transmitem há algum tempo pela internet e agora estão também colocando vídeo em seus portais. Os artistas do rádio agora têm rostos. Será que o modelo do rádio, como concebido inicialmente, está superado?

É provável que as mudanças estejam ocorrendo porque a audiência do rádio caiu de 23% em 1994 para 19% em 2006, para ouvintes americanos com mais de 12 anos.

Principalmente entre os jovens, escutar rádio tem deixado de ser um programa. O vídeo pode ser o início de uma nova era do rádio, em que o paradigma inicial seja abandonado.
Muitas da emissoras de rádio têm lutado para continuar existindo e manter seus ouvintes, em meio à panacéia de equipamentos existentes para tirar a atenção dele, como iPods, celulares, Internet e pen drives com MP3.

Nos Estados Unidos mais de 90% da população ainda ouve rádio, mas esse número caiu 14% em uma década.
Como conseqüência, a receita das empresas, oriunda dos anunciantes, não cresce, permanecendo em torno de US$ 20 bilhões, mas suas ações têm caído.

No Brasil, o Ministro das Comunicações Hélio Costa, como no caso da televisão digital, já concluiu qual o melhor sistema de rádio digital para o País, mais uma vez com o apoio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Como nas antigas novelas de rádio, as opções disponíveis e a solução dada são descritas no próximo capítulo desta coluna.


FONTE: ABERT/ J C ON LINE/ COLUNAS/ RADIODIFUSÃO


Rádio AGERT

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