A ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) e o Seta (Sindicato das Empresas de TV por Assinatura) divulgaram os resultados do Levantamento Setorial de Operadoras de 2006.
O setor encerrou o ano com faturamento bruto de R$ 5,5 bilhões, um incremento de 18% em relação a 2005. Esse resultado foi impulsionado pelo crescimento de 89% na base de assinantes de internet em alta velocidade.
Em dezembro, as operadoras somavam 1.189.212 clientes do serviço. A base de assinantes de TV cresceu 15% em 2006, em relação ao ano anterior. Em dezembro, as operadoras ultrapassaram o total de 4,7 milhões de assinantes.
O total de empregos da indústria também deu um salto: dos 9.571 funcionários em 2005 para 10.952 em 2006, um aumento de 14%. O crescimento da base de assinantes de TV superou os dois anos anteriores: 8% em 2005 e 6% em 2004.
“Considerando a média de cerca de quatro telespectadores por domicílio, a TV por assinatura está disponível hoje para aproximadamente 20 milhões de pessoas”, calcula o diretor-executivo da ABTA, Alexandre Annenberg.
Segundo ele, a estabilidade econômica e a oferta de novos serviços pelas operadoras são fatores que impulsionaram o crescimento da TV paga nos últimos anos.
“A banda larga é um serviço de extrema importância na inclusão digital e vem se tornando um serviço indispensável para muitos brasileiros”, observa Annenberg, frisando que a infra-estrutura da TV a cabo permite a oferta de um serviço de superior qualidade aos assinantes.
A mensalidade de programação continua sendo a principal fonte de receita das operadoras, representando 84% do faturamento bruto do setor. A banda larga vem em seguida, sendo responsável por 11% do faturamento da indústria.
Pay-per-view, taxas de adesão e outras modalidades de serviços somam os 5% restantes.
FONTE: TELA VIVA

