O Tribunal de Contas da União – TCU - realiza uma audiência pública exclusiva para publicidade no próximo dia 1º de agosto. O parecer do ministro Ubiratan Aguiar para o Acórdão 2.062/2006, divulgado no início de abril, sugere ao governo a alteração das formas de relacionamento com agências de publicidade. O tema é delicado e pode afetar toda a cadeia que forma a indústria de comunicação de marketing no Brasil.
A Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade) criou um Conselho Consultivo formado pelos principais profissionais do setor para debater com o TCU a questão e também outros temas relacionados ao negócio da propaganda no País. Entre os nomes que integram o conselho, cuja primeira reunião aconteceu no último dia 20 de junho, estão Roberto Justus (Grupo Newcomm), Sérgio Amado (Ogilvy), Nizan Guanaes (Africa), Roberto Duailibi (DPZ), Julio Ribeiro (Talent), Luiz Lara (LewLara), Otto Barros Vidal (NBS) e Bob Vieira da Costa (novaS/B), ex-ministro da Secom no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.
O TCU vem intensificando fiscalização aos contratos entre agências de publicidade e órgãos da administração direta (Presidência da República e ministérios) e indireta (estatais) desde o imbróglio protagonizado por Marcos Valério, que era acionista da DNA e SMP&B. Neste momento, as concorrências da Petrobras, com verba anual de R$ 250 milhões, e ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), com orçamento anual de R$ 90 milhões, estão paralisadas devido às interferências dos auditores do TCU no processo licitatório.

