João Carlos Saad, presidente da Rede Bandeirantes de Televisão, disse hoje (10/08) na audiência pública do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que não é contra a entrada das teles no segmento de TV por assinatura, desde que a distribuição de conteúdo não seja controlada pelas empresas. Segundo o executivo, a oferta de canais pagos com conteúdo nacional representa apenas 31,5% do total no país.
Na Alemanha e França, chega a 60,3%; nos Estados Unidos, atinge 80,6%; e, no Canadá, é de 58%. Para se equiparar ao modelo canadense, Saad apresentou ao Cade a proposta Brasil. Nela, a produção entre conteúdo nacional e internacional seria dividida meio a meio. Como resultados, isso proporcionaria ao segmento a criação de 126 novos canais de TV e ainda geraria 63 mil empregos diretos. Na opinião do executivo, a convergência tecnológica pode ser benéfica ao permitir a difusão do conteúdo nacional e a inclusão social, mas isso só acontecerá se houver ação forte do Estado, no sentido de impedir a formação de monopólios.

