O número de interferências provocadas por rádios no contato entre pilotos e controladores de vôo no Estado cresceu 278% entre março (65 ocorrências) e junho (246 casos), segundo o Serviço Regional de Proteção ao Vôo. Este mês, até o dia 22, foram 110. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) calcula que 90% das rádios clandestinas que interferem nas comunicações aeronáuticas são reincidentes. A maioria delas opera em potências e freqüências impróprias para rádios comunitárias.
Mas, ao contrário do que se imagina, os problemas de interferência não se restringem às piratas e comunitárias. As 648 rádios comerciais da capital - e outras centenas de outros municípios da Grande São Paulo - costumam causar dores de cabeça para o controle de vôo.
Segundo estimativa da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a capital tem cerca de 2 mil emissoras irregulares. Mas muitas rádios legalizadas e homologadas operam com potência muito superior à permitida - poluindo ainda mais o já abarrotado dial paulistano.
Fonte: O Estado de S. Paulo

